Seria uma boa termos Pedro Simon como presidente do Senado Federal. O gaúcho, do MDB velho de guerra, entusiasta de reformas importantes, é considerado uma das raras reservas éticas do Senado. Entre Tião Viana e José Sarney, sou mais Pedro Simon.
Arquivo de Novembro, 2008
Presidente do Senado
30 Novembro, 2008As ações do IVA
26 Novembro, 2008Em resposta ao post, o comentário da Laís demonstra as ações do IVA:
Leandro,
Desculpa mais vou ter que defender meu peixe.
Provavelmente não está claro, mas a atuação do IVA foi e está sendo efetiva.
É muito fácil recrutar mil voluntários e mais mil coisas… No entando, precisa-se saber a real demanda dessas pessoas atingidas.
A Presidente do IVA, assim que iniciou a atuação da Defesa Civil, entrou em contato com a mesma para verificar de que forma o IVA poderia atuar.
Assim, após maiores instruções para um efetiva participação, na tarde de hoje o IVA colocou em seu Portal voluntariosonline.org.br vagas para colaboração na campanha que está sendo realizada pela defesa civil e outras instituições catarinenses.
Estamos recebendo apoio de voluntários de todo Brasil e toda ação que precisar de apoio para recrutar voluntários ou divulgar a campanha, será apoiada pelo IVA.
Se quiseres colocar o link do Portal nesse post, acho que ficaria legal. É mais uma forma de ajudar e divulgar que existem pessoas ajudando.
Beijos!!!!
Reunião Relâmpago
25 Novembro, 2008Reunião relâmpago no CAXIF (Centro Acadêmico do Direito) amanhã às 11h00 para mobilizar recursos para os desabrigados. Favor, divulgar para outras entidades estudantis de Florianópolis.
Despreparo
25 Novembro, 2008Completamente inaceitável o despreparo do governo e do terceiro setor catarinense, no que se refere ao uso da internet, durane a vigente calamidade. A página da Defesa Civil, façamos justiça, até que fornece informações úteis à imprensa. Criaram uma Central de Comunicação, para dizer quantas vidas já pereceram. Isso é muito pouco. Aos cidadãos que querem trabalhar como voluntários? Nenhuma orientação. O IVA (Instituto Voluntários em Ação) também decepciona. Era momento de transformarem seu portal num grande recrutador de voluntários voltados para os pontos mais críticos. Era momento de liderarem a campanha para mobilização de voluntários.
Para não falar somente o lado ruim, quem desempenhou bem o seu papel foi o Diarinho, criando um twitter na hora certa. É a fonte mais ágil de informação. Os blogs do Diário Catarinense, embora naquele estilo-jornalista-clássico também fazem a cobertura.
Os políticos mostraram união. Em Blumenau – a cidade mais castigada – PT e DEM deixaram a rivalidade de lado, para fazer o óbvio. Em Brasília, Paulo Bornhausen cobram uma Medida Provisória, com a devida urgência, do Governo Federal. Mauro Mariani acionou a Caixa Econômica para liberar o FGTS dos cidadãos diretamente afetados. Lula? A contragosto enviou o Ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, para o Estado. Não é de hoje que o Presidente Lula vira as costas para o povo catarinense. Ainda guarda rancor dos votos que daqui não levou (e jamais levará). Senador Raimundo Colombo solicitou à TV Senado que divulgasse, através dos geradores de caracteres, as contas onde a Defesa Civil recebe doações. Ei-las:
Banco do Brasil – Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7
Besc – Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0. O
BRADESCO S/A – 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1 nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ – 04.426.883/0001-57.
Quem provocou a fúria divina?
25 Novembro, 2008Pouco me importa se estou ilhado – e não apenas por morar literalmente em uma ilha, mas por ter os caminhos de sul a norte realmente inviáveis devido aos desabamentos. O que preocupa são os catarinenses em dificuldade, castigados pelos deuses, que tanta água nos impeliram planeta abaixo.
Até mesmo José Saramago, que veio ao Brasil lançar seu novo livro, fez o seguinte triste comentário:
Estas 59 pessoas que morreram em Santa Catarina, neste Brasil onde estou agora, não tinham que ter morrido de esta morte. E isto, sabemo-lo todos.
Infelizmente, a conta de Saramago já foi acrescida com mais e mais vidas, às quais Jamais seremos insensíveis. Quem a natureza pensa que é para assassinar vidas catarinenses?
A foto diz muito, mas não o bastante. Só quem já sentiu na pele o calafrio de uma enchente, e o horror subententido, compreende. Habitei minha infância há duas ruas de um perigoso rio, em Urussanga. Bastava um só dia chuvoso para alarmar a vizinhança. Os mutirões de ajuda – para salvar objetos e pessoas – enchiam nossa família de medo e solidariedade, espécie de sentimento tão visível em cidades interioranas. Justamente disto que Santa Catarina precisa neste momento de superação. Enquanto o mundo comemora, com razão, a recuperação da economia global, nós vamos fazer a nossa parte. Cliquemos aqui para doar alimentos (especialmente água potável), abrigos e remédios, aqui na UFSC, ou diretamente para a Defesa Civil, discando 199.
Atualizações:
Por Denis Graeff: A campanha recebe lençóis, cestas básicas, roupas, cobertores, colchões, toalhas de banho, travesseiros, camas e outros móveis. As doações devem ser entregues, das 8h às 19h, no hall da Reitoria ou Centro de Cultura e Eventos da UFSC.
Por Diego Macedo: O Portal do Turista, na entrada de Floripa, também é um ponto de doação.
Por Vanessa Mattos: Link para outros pontos de arrecação.
Por Andrea Pires: O CIPEX, na ESAG, também está recolhendo doações.
Após oráculo, pés no chão e solidão.
22 Novembro, 2008Enquanto o céu continua chorando, e as gotas suavemente se derretem para sentenciar vidas catarinenses, eu me deparo com a sombra de um problema metodológico. Tudo começou quando, ontem, consultei meu oráculo. Um oráculo com nome e sobrenome: Cláudia Drucker, minha orientadora de monografia.
A bem da verdade é que estávamos com os ponteiros desacertados. Ela não entendia por que, afinal das contas, eu queria tratar da imortalidade, se a filosofia política de Hannah Arendt coloca, ao contrário, o nascimento, e não da morte, como centro das questões.
Expliquei-lhe, baseando no terceiro capítulo da Condição Humana, que imortalidade é entendida como sinônimo da busca da fama na história. E que a compreensão de morte, para os antigos gregos, não é apenas da finitude da vida, mas a inveja dos deuses. “Inserida num cosmo onde tudo era imortal, a mortalidade tornou-se o emblema da existência humana”.
Que frase mais decisiva! Os homens são os mortais. Não somente aquela frase, mas também esta: “por sua capacidade de feitos imortais, por poderem deixar atrás de si vestígios imorredouros, os homens, a despeito de sua mortalidade individual, atingem seu próprio tipo de imortalidade e demonstram sua natureza divina”.
É uma tese defensável, sem dúvida. Mas é preciso cautela. Uma monografia não deve ser genial. Deve se ater ao rigor metodológico. O que é de opinião da Hannah Arendt precisa ser claramente distinguido do que era um fato indibitável da antiguidade e do testemunho grego. O que ela realmente diz deve também ser claramente diferenciado do que é uma interpretação que eu lhe atribuo.
O ensinamento não foi senão franco: na dúvida, a prudência. Ou seja, melhor trocar os títulos dos capítulos. Em vez de sair chutando o balde, falando em Imortalidade e Metafísica (no sentido heideggeriano enquanto nascimento da filosofia política), melhor será usar “A BUSCA PELA FAMA IMORTAL NA ANTIGUIDADE HELÊNICA” e “A RECUSA DESSE IDEAL”. E assim será. O terceiro capítulo com a mesma simplicidade e clareza poderá se chamar “TESE DE ARENDT SOBRE A CATEGORIA DO NASCIMENTO” – aqui entrará sua teoria da liberdade.
Com os pés no chão e a chuva lá fora, esta será uma noite de solidão e filosofia.
Viver-na-chuva
22 Novembro, 2008Imagine se a chuva um fenômeno invariável; imagine se cair gotas d’água fosse uma condição natural. Sensação estranha? Não para os catarinenses. Já nos parece que chuver é uma regra universal. Janelas fechadas, varais internos, guarda-chuvas já não são exceções, mas fazem parte do cotidiano. Viver no mundo se tornou viver num mundo chuvoso.
O sol não existe. Tornou-se poesia. Quem me dera dizer Here comes the sun and I say it’s all right. Não está nada bem. Passa de uma semana com chuva incessante sem nenhum sinal de término. A impressão é que os dias sempre foram, e sempre serão, cinzas. Quando nos lembramos que chover não é uma condição sustentável, é dolorido pensar, antevimos a tragédia e o sofrimento que esperam os catarinenses.
Atualização: O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), anunciou na tarde deste sábado que decretou situação de emergência no Estado, em razão os estragos provocados pela chuva na faixa leste catarinense. (ver notícia)
Agora sim
19 Novembro, 2008Racismo
19 Novembro, 2008Com as questões raciais devemos ser indiferentes. Qualquer demonstração de paixão, contra ou favor, é preconceituosa. Devemos julgar pessoas, não etnias. Jamais tente favorecer alguma classe de pessoas pela sua cor de pele. Essa divisão faz mal a elas e a todos.


