Eu havia jurado para mim mesmo que não escreveria nada sobre o G20. Não queria nem sequer perder tempo lendo as notícias do G20. Mas, sabe como é? Liguei a TV, passei pela banca de jornal, pelos corredores da GV, e só dava essa conversa. Sucumbi à curiosidade, e fui xeretar as reportagens.
Sabe quando você lê algo já esperando o resultado? Depois do fracasso de Doha, em época de protecionismo, o que o G20 tem a oferecer ao mundo? Basicamente duas coisas: estímulo ao crescimento econômico (sustentável) e regulação do sistema financeiro.
O primeiro objetivo, crescimento econômico, é evidente. Dada a recessão, se a roda da economia não girar, pessoas desempregadas vão ou morrer ou buscar sobrevivência de um modo, digamos, out-system. Estímulo, leia-se, crédito, é o recurso para literalmente salvar o mundo, mesmo que seja o mundo capitalista.
A segunda missão do G20 é evitar que outras crises dessa proporção ocorram, o que significa, para muitos, ressucitar o velho Lord Keynes de guerra, ou seja, regular o sistema financeiro: regular os bancos. Nessa conjuntura, temos os EUA defendendo sistema nacinoal de regulação bancária, França e Alemanha defendendo uma entidade internacional para tal regulação, o que poderia, inclusive, enfraquecer o dólar. Temos também a Grã Bretanha em cima do muro, pendendo mais para o lado norte americano. E depois temos os outros ricos não influentes, querendo liberar o comércio interncional, para exportarem mais produtos – caso do Brasil.
O resultado do G20, enfim, foi liberação de verbas daqueles países ricos para ajudar os mais necessitados. Até o Brasil vai entrar na vaquinha para se crer membro do clubinho.