Arquivo de Julho, 2009
Aleitamento Materno
30 Julho, 2009Really
29 Julho, 2009Tanto está em pauta, que gestão pública foi tema central da coluna Nossa Política da Época. Prof. Abrucio retoma Joaquim Nabuco para iluminar a crise do Senado, lembrando os esquecidos avanços no serviço público brasileiro durante o último século. Ecce link.
PS: Ele estará no ENEAP 2009. Não o Joaquim Nabuco ¬¬ mas o prof. Abrucio.
Em pauta
29 Julho, 2009Steve Goldsmith é um professor da Kennedy School, de Harvard, que lançou um portal para divulgar práticas simples e inovadores para aprimorar a administração pública. Better, Faster, Cheaper é o lema do projeto.
Cá entre nós, até agora não encontrei nada de “uau” no portal do Prof. Goldsmith. Com o devido desconto por ter-se iniciado há pouco mais de um mês, vamos aguardar. Por enquanto, sou mais o banco de dados do nosso pátrio CEAPG.
Já que estamos a falar de estudos em gestão pública, é com imensa honra que divulgo este link para vocês não perderem tempo e clicarem agora mesmo.
O Novo Movimento Estudantil
28 Julho, 2009O universitário que é esperto deve conhecer muito bem esses eventos que ocorrem nas férias de julho, os encontros nacionais de curso. São eventos realizados pelas Federações, também conhecidas por Executivas, de Diretórios Acadêmicos. Desde Computação, passando por Economia ou por Design, até Medicina. Há encontro para todos os gostos.
Já formado, este ano participei como debatedor do ENEAD. Numa mesa sobre liderança e movimento estudantil, estava de um lado o ex-presidente da UEE/SP (regional paulista da UNE), Daniel Vaz, e, de outro lado, defendi uma nova identidade para o engajamento dos estudantes brasileiros. Se o slide abaixo não oferecer uma idéia geral, permaneço à disposição para conversas nos comentários.
Valores de Lula
16 Julho, 2009Um joguinho literário está circulando pelos emails. O autor do texto? Se alguém souber, por favor me indique.
Lula antes da posse:
Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
Lula depois da posse
Leia o mesmo texto de baixo para cima.
***
Nunca havia me deparado com esse tipo de texto. Bem simples, intercalando frases positivas e negativas, com quebra de linha no meio da sentença, para o leitor começar uma frase e terminar na próxima linha, tanto de cima para baixo quanto do ponto de vista inverso.Como toda brincadeira, essa também carrega meias verdades.
Petrobrás deixará CPI mais forte
13 Julho, 2009A gigante petrolífera do mercado (e também da máquina administrativa do estado) brasileiro, a nossa Petrobrás, vive seus dilemas próprios. Ser uma empresa estatal significa possuir privilégios, mas também alguns custos. Regalias políticas e orçamento público de um lado, controle político e burocrático, de outro.
Mas essa história de bônus e ônus não deveria se aplicar ao recente caso da isenção fiscal, em que o Min. da Fazenda demitiu uma funcionária da Receita Federal por ter multado a Petrobrás, quando descobriu que esta alterou o regime contábil em pleno exercício.
Do ponto de vista do mercado, não é possível dizer que a Petrobrás sairá fraturada com a CPI. É evidente, não existe atratividade a curto prazo. As ações demonstram quedas desde os rumores iniciais. No entanto, a longo prazo, nossa petrolífera se verá fortalecida.
Depois de tanto noticiário, é melhor que se instale de uma vez por todas a CPI. As dúvidas geradas precisam ser devidamente respondidas. Vejamos por esse lado: uma CPI é quase que uma auditoria externa gratuita. Governança e transparência apontam para credibilidade e estabilidade, pouco do que o mercado procura. A CPI é uma oportunidade para Petrobrás demonstrar solidez e afirmar por que é a maior empresa da América Latina.
Free internet on campaign
1 Julho, 2009Por falar nisso, segue link para abaixo assinado para liberar youtube, orkut etc em campanhas eleitorais. Quem, como eu, acredita que as campanhas pela internet tratão benefícios para todos (partidos, governos e sobretudo cidadãos) , economizando recursos, gerando menos poluição sonora e visual e mais conteúdo programático na mensagem transmitida, assine aqui. Proposta do colega Schrubbe, de Blumenau.
Ladies and Gentleman
1 Julho, 2009Findos seis anos de governo Lula, a oposição democrata e tucana aprendeu. Aprendeu a se movimentar no jogo complexo do Congresso, desse legislativo (institucionalmente) enfraquecido, que é o brasileiro. Verdade que já antes a oposição vencera. A maior das vitórias foi derrubar a CPMF, quando o brasileiro perdia dinheiro em qualquer transação bancária. Crise no sistema financeiro e o governo brasileiro age mal, não intervém como deveria. Coitada da oposição. As comissões de economia do Senado e da Câmara são patrulhadas por governistas. Sendo muito, mas muito fraca, a oposição, no Brasil, precisa usar bem estratégia. Foi o que aconteceu. Apoiou a eleição do Sarney, um velha-guarda impopular, que estava fraco, inclusive perigando não se reeleger. Um brother apoiado pelo presidente Lula. Que coisa estranha, não? Estratégia bem sucedida. Elegeram para trair. Empossado Sarney, denunciado Sarney, afastado Sarney? Senhoras e Senhores, se Lula quiser salvar o o companheiro Sarney, vai ter que liberar as investigações. Qualquer uma das CPI’s vai cheirar mal. Cada uma delas pode tomar um rumo imprevisível. Se a oposição conseguir realmente dominar uma CPI, pescoços vão cair. E nesse pingar de sangues a gente sabe quem lucra. Não é por menos, convenhamos.
Falta com leituras
1 Julho, 2009Quando olho pra trás, o faça de cabeça erguida. Mesmo olhando pra trás. Essa fotografia talvez lembre algum quadro de Napoleão, Carlos ou algum desses imperadores prepotente, digo, franceses. Não se trata de arrogância. Quando olho pra trás, vejo um caminho percorrido com passos retos. Dentro das oportunidades que me circundaram a vida, poucas lacunas se deixaram vazias. Tivesse de eleger um grande arrependimento, foi ter lido pouco. Gostaria de conhecer, não só de nome, mas conhecer a obra literária de muitos autores não lidos. França e Rússia me são terras distantes. E que falta me faz conhecer literatura inglesa! Da antiguidade grega e da Alemanha até que não posso reclamar. Cursar filosofia na UFSC é uma porrada na cara de quem desconhece Homero, Heródoto, Platão; Goethe, Nietzsche, Kafka, dentre outros gênios das letras helênicas e germânicas. Aborrece ter lido pouco até mesmo de literatura brasileira. Poderei um dia tirar o atraso? Às vezes penso que minha vinda a São Paulo encara pela frente um pouco dessa missão não cumprida. E nessa frustração literária, eis um artigo que me consola. Em recente lista, o crítico Daniel Piza considera os dez grandes livros estes:
Brás Cubas e Dom Casmurro, de Machado, Grande Sertão: Veredas, de Rosa, Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, O Ateneu, de Raul Pompéia, Os Sertões, de Euclides da Cunha, Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque, São Bernardo, de Graciliano Ramos, e os melhores poemas de Drummond e Cabral.
Afora os três últimos, sou leitor da lista. 7/10 é uma boa média. Melhor do que eu esperava, para quem – infelizmente, hoje digo – foi pouco cobrado em literatura na escola. Quando falo pouco leia-se quase nada. Somente quatro da lista me foi cobrado. O resto por acaso li durante a graduação. Se o universitário leitor não souber o quanto a graduação é um momento importante para esse off-reading, aproveite a dica. Não faça como eu, que só li o volume 1 de Em Busca do Tempo Perdido (Marcel Proust). A vontade é gigante de contemplar os outros volumes, mas ultimamente o consumo aqui é de scientific papers. Ando numa de “teoria dos jogos” e matemática aplicada, depois de velho. Eu que pensei que havia abandonado a lógica lá no meio do curso de filosofia. A sombra de Bertrand Russell me atormenta de modo desafiador.
