
Anthony Hopkins (Fonte: Wikipedia)
Neste final de semana me dei ao luxo de assistir a dois filmes. Legais, exceto pela barra um pouco forçada dos romancezinhos hollywoodianos. Em Anjos da Vida (The Guardian), o filme poderia terminar com uma cena emocionante e uma frase que explicasse o início do filme – a lenda do Anjo da Vida, a última esperança dos náufragos abandonados Guarda Costeira. No caso, o anjo seria o protagonista do filme, Bem, um ex-guarda, que havia morrido em ato de heroísmo. Havia uma cena perfeita para terminar o filme. Mas, foi prolongado para o happy end do romancezinho barato que ocorria em paralelo. O outro filme era Um Crime de Mestre (Fracture), com Anthony Hopkins – o que dá certo crédito. Pior que lembra muito Hannibal. E ele também lembra o José Serra de topete, vocês não acham? Pena que seu personagem, Crowford, está longe da onipotência de Hannibal. Na verdade, a personagem mais interessante é a … aquela interpretada por essa atriz aqui (é, esqueci o nome da personagem). Ela era o tipo rica, bonita etc., que acaba dando mole para um advogado recém contratado, tornando-se submissa a ele: sim, logo no primeiro encontro, colocando em risco, inclusive, a sua carreira bem sucedida e blá-blá-blá. Aí ele vai precisar da sua ajuda pra solucionar o caso, e quando tudo parecia que ela seria a típica mulherzinha apaixonada, assume uma personalidade forte. Bem forte. É difícil explicar, mas rola um individualismo inesperado. Mais inesperado do que a “solução” do caso. Alguém precisa avisar os roteiristas que esses textos de casos e detetives já foram esgotados desde Sherlock Holmes; isto para não voltar ainda mais a fita.