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Guga Kuerten do Brasil-sil-sil

13 Novembro, 2008

guga01

Já que ontem eu coloquei o Guga Kuerten na história, vamos até o final. Vocês sabiam que ele fez vestibular para artes cênicas na UDESC, né? Ói, Ói, cossa max linda ter o Guga de calouro! E se ele passar vai estudar com o George (George, você lê o blog?).

Todo mundo, é lógico!, está perguntando por que o Guga decidiu fazer teatro? Ele quer ser ator? É casado? Tem filhos? Eu não consegui imaginar algo muito diferente disso:

- Oi eu sou o Guga, a maior celebridade de Santa Catarina.

- Guga, você é menos conhecido que o Rodrigo Hilbert, catarinense (nascido em Orleans) e namorado da Fernanda Lima.

- Claro que sou, fui tri-campeão em Roland Garros*.

- Guga, ele é um ator global e vive nas revistas de futilidades.

(Guga pensando)

- Me inscreva no vestibular de teatro.

***

* Comentário desnecessário: Existe um restaurante aqui perto chamado Rolando Arroz, cujo logo é um prato e um garfo parecendo uma raquete de tênis. Hilário.

Futebol: E esse jogo que tá passando na Globo, é só aqui pro sul? Quem são o narrador e o comentarista? Muito melhores que os outros!

Confirmação: Nilmar e Alex são (muito, muito) craques de bola. Atualização (profecia): depois que eu postei cada um deles fez um gol.

Buzinas: Os manezinhos continuam felizes com o triunfo do Avaí.

Pensamento negativo: O São Paulo não será campeão.

É hoje, Avaí!

11 Novembro, 2008

avai

Bate forte o coração da torcida Azurra. 0 a 0. Se ganhar, o Avaí – depois de 22 (embora o globo esporte tenha escrito 29) anos – vai subir os degraus da corte futebolística. Guga Kuerten e o meu grande amigo Vandrei Bion estão nas arquibancadas da Rassacada, para comemorar a conquista da vaga.

Atualização: 04h36 – Ainda pode-se ouvir buzinas e bêbebados gritando Leão Eô. O que eu estou fazendo acordado a essa hora? Aprendendo a editar vídeos. Aguardem as novidades: algo que uma câmera e algumas idéias podem produzir entre mitologia e noticiários da política underground.

O Campeonato Brasileiro mais disputado da história recente

20 Outubro, 2008

O mais legal do Campeonato Brasileiro 2008 – o mais equilibrado da Era pontos corridos – é justamente sua característica mata-mata. Isto porque não faltam confrontos diretos entre os cinco primeiros, aqueles entre cuja diferença é de 4 míseros pontinhos. Ambos Flamengo e Grêmio enfrentarão Palmeiras e Cruzeiro! Apenas o São Paulo corre por fora.

De Beijing à Pequim

24 Agosto, 2008

Terminam hoje os jogos olímpicos. Para o quadro de medalhas meu palpite era 3/4/7 (ouro/prata/bronze). Mal conhecia a delegação brasileira, foi puro chute. Um chute na trave, pois resultou em 3/4/8. Decepções brasileiras foram os ginastas, e nem tanto os futebolistas com sua esperada derrota frente aos vizinhos. A merecida glória, por outro lado, recaiu sobre nossa seleção feminina de vôlei, visivelmente superior às demais. No panorama internacional, o nome de Phelps é, com razão, o maior destaque. Considerando o conjunto da obra, fiquei mesmo encantado com o vôlei. Tanto na quadra como na areia, as equipes são niveladas por cima, pela excelência que se espera de atletas olímpicos. Se houvessem seres extra-terrestres que gostassem de jogos; se houvessem olimpíadas interplanetárias, é provável que nossa seleção terrestre ganhasse medalha no vôlei.

Agora Beijing volta a ser Pequim; a capital mundial do esporte passa a ser novamente a capital da exportação fabril. Mesmo exausto de tanta programação esportiva, o brasileiro continuará acompanhando com alegria os jogos do campeonato brasileiro e as corridas da Fórmula 1. E com nem tanta euforia a eleição de Obama.
As retrospectivas de 2008 não noticiarão, mas a vitória de ACM Neto marcará o novo carlismo na Bahia.

Hoje deixamos Beijing e voltamos a Pequim, deixamos o esporte e voltamos para a política. É como na antiguidade: findos os jogos, as guerras continuam.

Olimpíadas atrapalham estudos

18 Agosto, 2008

Onde está a disciplina? Até futebol feminino dá vontade de assistir.

Espetáculo nas olimpíadas

18 Agosto, 2008

Que espetáculo! O basquete olímpico é muito bom. A Grécia acabou de subjugar com impiedade a China. Eu, que não costumo acompanhar as ligas de basquete, fico encantado com essas jogadas aéreas, enterradas etc.

E o nado sincronizado? Deslumbrante. Estou assistindo duas garotas russas, prováveis vencedoras: parece montagem! Suponho ser o esporte mais difícil de todos.

Olimpíadas, nobre passatempo

11 Agosto, 2008

Muita gente acha muitas coisas das Olimpíadas. Eu sempre gosto.

Há vários motivos. Primeiro, porque lembra os antigos gregos – a civilização mais fascinante da história. As guerras cessavam e os atletas excediam os limites humanos ante a inveja dos deuses. Não é um fato histórico qualquer. Algo que ainda quero pesquisar é sobre a origem dos jogos olímpicos modernos. Afinal, quem foram essas pessoas (lunáticas) que imaginaram e implementaram esse grandioso projeto das Olimpíadas? Vivemos um mundo completamente outro. Em vez de pequenas polis, reunir nações. Já não são os deuses que, sobre o Olimpo, contemplam os mortais. São os olhos humanos que, diante dos monitores digitais, admiram e vibram por seus compatriotas.

Há outros motivos pelos quais aprecio os jogos. Um deles reside no simples fato da vitória, esse exame de mérito e superação. Recordes mundiais, a cada edição, batidos. Isso precisa de um limite! Deve ser curioso sentir-se o melhor do mundo em alguma atividade. Aquele americano, Phelps, que ganhou todas as provas de natação hoje: visivelmente é imbatível. Podem chamar qualquer outro, não adianta; ele ganharia. Vejam na foto abaixo o estouro de alegria, ao saber que ainda poderia tornar-se o recordista em medalhas de ouro. Quer entrar para a lista dos imortais, e é provável que consiga. Como se não houvesse um prazo para toda imortalidade…

G1

Foto: G1

Não faria sentido existir jogos olímpicos no período medieval. Por trás disso não estão meramente questões econômicas ou instrumentais. O inconsciente coletivo da nossa época pode estar mais próximo dos antigos gregos do que se poderia pensar. Uma época requer pretensão, ambição e, até mesmo, arrogância para realizar esse tipo de evento. Em primeiro lugar pela motivação dos atletas. Em segundo, pela motivação dos Estados em se expor, seja organizando, seja enviando os atletas. Para uma humanidade que sonha em conquistar o espaço, em fugir da prisão da terra, as Olimpíadas representam um dos mais nobres passatempos.