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Teoria referencial do significado

3 Dezembro, 2008

Permita-me uma pergunta indiscreta. Você já parou para pensar o significado de significar? Gottlob Frege já. Um dos precursores da teoria referencial do significado. Como o nome já insinua, significado é referência, a que liga uma expressão a alguma coisa. A expressão, no caso, é um sinal gráfica, sonoro ou seja lá de qual modo possa existir. A coisa não precisa ser um objeto físico, pode ser um estado de ânimo ou até mesmo um conceito abstrato.

E aí, você concorda? É isso o significado, a referência feita a alguma coisa? Em filosofia nada é tão simples. Bertrand Russell – sim, aquele famoso pacifista – enxergou cinco problemas básicos da teoria referencial:

  1. Referência a não existentes: O círculo quadrado é verde. Onde está o referente?
  2. Existenciais negativos: O atual rei da França não é careca. Verdadeiro ou Falso?
  3. Identidade: Dizer “Leandro Damasio” = “Autor deste Blog” pode parecer igual, mas a segunda frase acrescenta uma informação, dantes não sabida.
  4. Substutividade: Às vezes, substituir os termos de uma sentença gera alteração do seu significado. Exemplo: digamos que Rafaela me conheceu ontem numa festa. Ela já havia lido o meu blog, mas não fazia idéia de que eu era o autor. Então a frase “Rafaela acredita que o autor deste blog é um pensador profundo” não é a mesma que “Rafaela acredita que Leandro Damasio é um pensador profundo”.
  5. Terceiro excluído: dada uma proposição e sua negação, ao menos uma delas é verdadeira. Mas na frase “O atual rei da França não é careca”, tanto ela quanto sua negação são falsas.

Problemão! Em post futuro saberemos como Russell os resolveu. Alguém arrisca?