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Cinco regras básicas para doações

1 Dezembro, 2008

Não é novidade que sou árduo participante da comunidade da UFSC. E que me fascinam as possbilidades da democracia eletrônica. Lá surgem os debates mais inusitados e trazem à luz do discurso pessoas de tudo quanto é gênero, curso, origem e cor. Evidentemente, o tópico atual aborda as enchentes. Vejam que interessante esta experiência da internauta Rose.

Passei o final de semana como voluntária, trabalhando na organização das cestas básicas e roupas doadas aos desabrigados.
Alguns doadores devem se lembrar de umas regrinhas bem básicas:

1 – Não dê ao outro aquilo que você próprio não tem coragem de usar., ou vc veste roupas rasgadas e mofadas?
2- Doar, não é aproveitar a ocasião para se livrar das tralhas que vc tem no seu armário. Se vc fez isso, envergonhe-se.
3- Se for doar seus sapatos e tênis velhos, que pelo menos estejam limpos. Os voluntários tem que botar a mão no teu xulé fedorento, sem falar na bosta seca na sola e flagelado pode ter perdido tudo, mas não a dignidade.
4- Não, os restos de comidas da sua geladeira não servem, ainda que seja vidros de conservas, pq já foram abertos. Se vc acha que está bom, coma vc mesmo.
5- Os enlatados vencidos também não devem ser doados. As pessoas estão com fome, mas não pretendem morrer intoxicadas pela sua droga de latinha de atum.

***

Não dá pra acreditar a falta de noção de algumas pessoas. Tudo bem aproveitar para unir o útil ao agradável, desfazendo-se de roupas velhas. Aliás, esse outro internauta escreve um tópico sugerindo exatamente isto. O que mais assusta são os enlatados vencidos. Não pode… deve ser distração.

Ah, existe ainda uma última regrinha da Rose:
6- Finalmente, dedique UM dia como voluntário para nunca mais se esquecer dessas regras.

Sobre isto, antes de escrever qualquer coisa, prefiro lembrar da:

Quem provocou a fúria divina?

25 Novembro, 2008

Pouco me importa se estou ilhado – e não apenas por morar literalmente em uma ilha, mas por ter os caminhos de sul a norte realmente inviáveis devido aos desabamentos. O que preocupa são os catarinenses em dificuldade, castigados pelos deuses, que tanta água nos impeliram planeta abaixo.

Até mesmo José Saramago, que veio ao Brasil lançar seu novo livro, fez o seguinte triste comentário:

Estas 59 pessoas que morreram em Santa Catarina, neste Brasil onde estou agora, não tinham que ter morrido de esta morte. E isto, sabemo-lo todos.

Infelizmente, a conta de Saramago já foi acrescida com mais e mais vidas, às quais Jamais seremos insensíveis. Quem a natureza pensa que é para assassinar vidas catarinenses?

Patrick Rodrigues

Foto: Patrick Rodrigues

A foto diz muito, mas não o bastante. Só quem já sentiu na pele o calafrio de uma enchente, e o horror subententido, compreende. Habitei minha infância há duas ruas de um perigoso rio, em Urussanga. Bastava um só dia chuvoso para alarmar a vizinhança. Os mutirões de ajuda – para salvar objetos e pessoas – enchiam nossa família de medo e solidariedade, espécie de sentimento tão visível em cidades interioranas. Justamente disto que Santa Catarina precisa neste momento de superação. Enquanto o mundo comemora, com razão, a recuperação da economia global, nós vamos fazer a nossa parte. Cliquemos aqui para doar alimentos (especialmente água potável), abrigos e remédios, aqui na UFSC, ou diretamente para a Defesa Civil, discando 199.

Atualizações:

Por Denis Graeff: A campanha recebe lençóis, cestas básicas, roupas, cobertores, colchões, toalhas de banho, travesseiros, camas e outros móveis. As doações devem ser entregues, das 8h às 19h, no hall da Reitoria ou Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

Por Diego Macedo: O Portal do Turista, na entrada de Floripa, também é um ponto de doação.

Por Vanessa Mattos: Link para outros pontos de arrecação.

Por Andrea Pires: O CIPEX, na ESAG, também está recolhendo doações.