Em quais candidatos você NÃO votaria?

12 Setembro, 2009 por Leandro Damasio

Vale preencher mais de uma resposta na enquete ao lado, se o leitor me permite a pergunta indiscreta, em tempos de temor à esfera pública.

Em vez de reconhecer a oportunidade de expor publicamente a sua individualidade, e garantir ao seu “ser” um status ontológico diferente de “nada” (para deleitarmo-nos com essa genial inferência de Hannah Arendt), o dito cidadão moderno prefere o silêncio da sobrevivência. Não é culpa dele. A bem da verdade é que ele é um homem, não é um cidadão, no sentido antigo da palavra. Dotado de inteligência, o homem consegue bravamente superar os obstáculos da natureza e sobreviver por um piscar da história, dificilmente mais do que 100 anos. Já o cidadão é dotado da coragem e as referências de seu mundo estão apontadas não para a sua vida, mas a para a sobrevivência e a glória do próprio mundo.

De toda forma, a enquete ao lado foi construída de modo a preservar a privacidade da sua opinião. Eis uma característica importante para o desenvolvimento da recente ciência da estatística. Não à toa, é ela a principal ferramenta das modernas ciências sociais. Mantêm o anonimato dos indivíduos pesquisados, resumindo e simulando seus comportamentos. Com esses ensinamentos aprendemos que a pergunta pela rejeição é capaz de garimpar a real preferência do e-leitor. Veremos.

Um pouquinho de verdade

12 Setembro, 2009 por Leandro Damasio

A vigente divisão de trabalho, que procura erguer já não a pirâmide da verdade, mas certamente um aglomerado de edifícios urbanos, foi determinante para a perda de uma visão holística sobre o conhecimento. Nenhum cientista contemporâneo pode acompanhar os achados contidos nos papers de cada facção da verdade. Até mesmo o filósofo, guardião último dos conceitos mais fundamentais, se vê compelido à atual onda de especialização, que, por sua natureza, vem desenvolvendo uma porção de sub-filosofias, a despeito de seus prós e contras. Como conseqüência desse fenômeno social, estudado de forma tão embrionária pelos sociólogos da ciência, perdemos a noção do que seja afinal de contas a própria ciência. Uma curiosa demonstração desse acontecimento está presente em qualquer projeto de pesquisa, quando o cientista justifica o vazio científico a ser preenchido por alguma descoberta, além do método que o conduzirá na tarefa de tapar aquele buraco. A metáfora de Nietzsche nunca foi tão válida. O cientista constrói pedra por pedra uma ponte para atravessar o rio. No outro lado está a verdade. Olhando para ela, o filósofo até utiliza algumas pedras, mas logo por elas salta. O salto é a ousadia necessária para o filosofar. Não consigo imaginar divisão de trabalho no salto filosófico. Talvez o trabalho duro da ciência se permita equiparar ao regime de cooperação de uma organização. Ao contrário, a filosofia está mais para uma ágora. Não se enganem, apenas o baixo clero científico opera o serviço braçal, porquanto a mais alta ciência também pode ser reduzida a um mero debate político. Do núcleo de cada teoria podemos extrair nada mais do que uma intervenção agorística. Os gigantes da ciência se perdem e se encontram no eterno debate sobre as meias verdades – um bom jogo da segunda divisão. Há uma surpreende filosofia da ciência para ser feita, à luz do fenômeno nosso por propriedade e por excelência: a internet.

Cabo Anselmo, o herói revolucionário

31 Agosto, 2009 por Leandro Damasio

Quem, por acaso ou sem acaso, assistiu a entrevista do cabo Anselmo no último Canal Livre? Merece alguns comentários, apesar de que… Merece, porque traz à tona a história do Brasil, muito embora se refira a um triste momento dessa história. Outros talvez diriam se tratar de um momento indigno de comentários e lembranças. Não é o caso. Reviver os fatos, as mágoas, e rabiscar as páginas da história: eis uma tarefa inevitável para qualquer civilização valente. Europa e os EUA não se cansam de estudar seu glorioso passado. Não obstante tudo, devemos também os brasileiros enfrentar aquilo que somos nós mesmos, o nosso passado.

Cabo Anselmo é o trágico protagonista de uma comédia qualquer – aquele cujo talento principal consiste em simplesmente errar, dizer a frase errada na mais inoportuna hora. Nasceu e cresceu no interior de Sergipe, embebeu-se da tradição católica em uma escola comum, assim como todo bom rapaz de classe média de sua época, para, então, quando empregado na Marinha, deixar-se seduzir serenamente por algum marxismo vulgar, desses oferecidos com fartura no mercado das idéias juvenis.

Líder sindical da Marinha, isso já em meados de 1964, cabo Anselmo proferiu este discurso, segundo relatou ontem, escrito por Maringhela, forte liderança comunista da época. O tal discurso foi considerado o estopim para a queda do governo Jango. Verdade que não se compara, em eloqüência, aos ferozes discursos de um Carlos Lacerda. Mas, para a história, o estopim é um evento que recebe um brilho religiosamente próprio. Na entrevista de ontem, um ingênuo senhor Anselmo afirmava não ter calculado os precedentes de sua ação; dizia ter-se arrependido pelas crueldades do marxismo. Quando torturado, revelou Anselmo, o jovem cabo teria se convencido dos desastres causados por uma guerra civil e seu impacto na população brasileira. Naquele momento haveria se arrependido profundamente de seu passado revolucionário, razão pela qual denunciou todos os antigos companheiros e companheiras, incluindo sua esposa. De herói revolucionário passou a ser visto como espião militar. Extremismos à parte, foi ele um coitado cujo radicalismo justificou e alimentou a fome de uma elite conservadora.

Ficamos assim: o homem Anselmo, não mais cabo, sobreviveu não para contar a história, mas para obter aposentadoria dos nossos bolsos. Devido ao despreparo dos entrevistadores (os quais, ao que tudo indica, nem sequer leram o livro que Anselmo escreveu), nada mais foi possível extrair do ex-cabo Anselmo. Sobraram apenas uma porção de relatos históricos já sabidos e outro punhado de opiniões banais sobre Cuba e sobre os serviços públicos; opiniões, estas sim, que merecem nada mais do que um imediato ponto final.

Aristoi, o vocábulo perdido

27 Agosto, 2009 por Leandro Damasio

É de um afastamento tão grande, não apenas cronológico, mas cultural, que chega a ser quase impossível compreender o que significava, para os antigos gregos, aristoi. Essa palavra, cuja tradução imediata, os melhores, permanece em si vazia de significado, era de uso político inigualável. Sua utilidade prática talvez fosse apenas possível em uma sociedade como aquela, em que um pequeno grupo de cidadãos livres deliberava em luxo sobre os assuntos públicos. Digo em luxo, uma palavra assustadora e até um pouco exagerada ao nosso paladar, por uma razão fundamental. Pois a cidadania grega refutava, com bastante vergonha, as tarefas domésticas e produtivas. Por mais estranho que isto soe aos nossos ouvidos modernos, o passatempo interessante para o bom grego era exatamente aquilo que consideramos fútil, ao invés do comportamento produtivo. Etimologicamente, economia – a nossa ciência da escassez de recursos – deriva dos termos gregos oikos e nomos, que juntos somavam a expressão melhor traduzida como as leis da administração doméstica. O leitor apressado pode se perguntar inquieto: mas o que a futilidade tem a ver com os melhores? Para acalmar o espírito acelerado, respondo: cada época possui sua hierarquia de valores. Deste modo, a pergunta sobre quem são os melhores requer imediatamente uma explicitação acerca do fundo cultural sobre o qual se assentam os indivíduos julgados: melhores para quê?

Buscamos, atualmente, em nossas opiniões mais rasas, um punhado de utilidades para atribuir a alguém utilidades que nos permitem qualificá-lo como melhor. Podemos assim o proceder desde que algumas condições nos resguardem, entre as quais a pessoa julgada não estar diante de nós. Não consideramos politicamente correto julgar os outros; perdemos a coragem de avaliar a individualidade alheia. Trata-se, em verdade, de uma simples característica ética do nosso tempo, uma característica que distancia radicalmente da noção de aristoi do nosso entendimento. Teorizar genericamente sobre critérios éticos aplicáveis aos tudo bem, tudo bem: o estado pode julgar; mas apontar o dedo a uma pessoa e dizer: você é excelente! Eis uma postura rara para os tempos modernos. Quando uma situação dessas por algum acaso surpreende a realidade, não é baixa a probabilidade da tal excelência estar associada a algum critério técnico específico; em última instância, a algum comportamento já esperado, e nunca a uma ação inusitada. Não que os comportamentos previsíveis sejam ruins; são eles apenas comuns e indispensáveis para qualquer sociedade.

Entre os antigos gregos, os melhores eram aqueles indivíduos que estavam constantemente buscando provar sua excelência pública. Essa busca pelo mérito, evidentemente, deve ser imaginada em situações como uma praça pública reunida por ricos, oradores e filósofos vestindo sandalhas e túnicas. Não desmerecendo a condição da riqueza, vale lembrar ademais que os melhores gregos eram não somente os habitantes do topo da pirâmide social, onde em regime político de igualdade fundaram as idéias de liberdade e democracia, embora, convenhamos, jamais tenham deixado de considerar a monarquia e a aristocracia como os melhores regimes de governo. Pertencer a polis era uma condição sine qua non, mas não a única para estar entre os melhores; não era, portanto, uma conditio per quam. Os melhores gregos, os aristoi, eram qualitativamente melhores! não apenas por sua riqueza, mas por suas posturas corajosas. Esta é a diferença. Motivados talvez por uma compreensão de mundo (diríamos hoje, mitológica), em que os deuses esnobavam (de verdade!) os pobres mortais no planeta, os melhores eram os que alcançavam uma espécie de divindade

Os mais elevados espíritos devem conhecer a essência dos aristoi. Só existe um método para melhor compreender essa sublime noção, que infelizmente relegamos às bibliotecas. Este método se chama hermenêutico e consiste em estudar a história até um ponto em que você se sente nela. Não esqueça: é quase nula a função prática da hermenêutica, desse esforço interpretativo, desse deixar-se envolver pelo ambiente histórico. Ainda assim, sugiro-o, posto que o prazer contemplativo compensa qualquer custo. Permanecerá por inteiro inexplicável à vigente ciência do probabilístico comportamento humano.

Review

25 Agosto, 2009 por Leandro Damasio

A idéia do texto abaixo surgiu, digamos, para atrapalhar o meu plano de leituras para esta tarde. Antes que a perdesse, materializei-a, de maneira não tão material, convenhamos, nos bytes deste blog. Relendo o texto… – será que todo blogueiro posta sem reler? – confesso que me soou de um clichê sem tamanho. O tal insight é tão óbvio que nem merecia sequer um parágrafo. Bastaria um sorriso de canto, indiferente e indignado. Mas, como sempre há de ser, quem sabe algum leitor desesperado aporte por sobre os comentários, querendo negar a proposta tese. Só não me venha, por obséquio, defender que o jornalismo político é de qualidade inquestionável.

Minha crítica aos jornalistas

25 Agosto, 2009 por Leandro Damasio

De tanto insistir, muitas vezes sob o silêncio dos leitores, na tragédia do jornalismo político brasileiro, comecei a delinear, ainda que de maneira superficial, o escopo de minhas críticas. Como é possível que jornalistas tão bem formados, possuidores de tão nobre cultura, escritores de mão cheia; como podem compreender com tal amadorismo a dinâmica política? Estou a falar não apenas da competição eleitoral; refiro-me, sobretudo, ao cotidiano gerencial do Estado, à relação entre os poderes constitucionais, às nomeações para cargos políticos e executivos, à formulação, estratégias e avaliações de políticas públicas. O que explica as reportagens tão infundadas que lemos diariamente na imprensa? Não que o assunto seja dos mais simples. Sua complexidade, de fato, exige uma capacidade própria de análise. Minha hipótese é a seguinte. Os jornalistas são treinados a analisar os processos de comunicação e não seu conteúdo. Entenda.

Aqui utilizado, o sentido de análise é específico. Refere-se ao sentido latino, para os lingüistas, ou kantiano, para os filósofos. Analisar é separar o todo em partes. É desse modo que o termo análise costuma ser entendido na filosofia da ciência. Quanto mais um conceito é divido – quer pelos diversos ângulos sob os quais se deixa revelar, quer pelas pressuposições teóricas que dele se pode extrair -, tanto mais significativo e útil ele se torna para o conhecimento. Cada área do saber possui teorias e métodos que servem, de algum modo, como referenciais analíticos. São como instrumentos que permitem olhares reveladores sobre um determinado assunto. Quem os possui consegue facilmente obter conclusões, evitar erros e colocar um ponto de partido para examinar o campo de estudos. Aqueles que não possuem referencial analítico só podem chegar aos mesmos achados por intuição ou por de antemão já terem se informado a respeito das respectivas conclusões, falhas ou abordagens.

Defendo que o jornalista é um profissional, por habilitação, munido de referencial teórico para analisar o processo de comunicação. Teorias e métodos para examinar as especificidades da linguagem escrita, visual e sonora estão presentes nas grades curriculares dos estudantes de jornalismo. Este tipo de conhecimento específico, não há dúvidas, se encontra presente nas demandas operacionais de um jornalista profissional que revisa textos, escolhe imagens, diagrama páginas, fotografa cenários ou produz cenas em movimento. Não haveria de ser diferente. Se até aqui o leitor concordou com a minha explicação, entendemos que o jornalista é capaz de analisar o processo de comunicação. No entanto, e este é o ponto central, há uma diferença entre o processo e o conteúdo da comunicação. Por razões alheias ao objetivo deste texto, creio que a grande maioria dos jornalistas está inábil para comunicar os acontecimentos políticos, justamente porque não compreendem a política propriamente dita.

Da mesma forma que existe todo esse conjunto de referenciais analíticos para que um ser humano possa entender de forma suficiente a comunicação social, também há uma série de teorias, métodos e pesquisas para se compreender a dinâmica política. Teorias estas, como na ciência da comunicação, com perspectivas as mais plurais. É estudando esse campo do saber, a ciência política, que ficamos informados sobre ramos do saber, tais quais teorias políticas, política comparada, políticas públicas, sistemas eleitorais entre outros. E cada um deles se mostra para o estudioso por meio de abordagens diferentes, seja começando pelo olhar histórico, seja pelo matemático. E toda essa complexidade de conhecimento, que se aprofunda a partir da análise de conceitos, está muito distante do mundo em que o jornalista costuma ser formado. Para concluir, diria que o profissional jornalista requer uma formação interdisciplinar que se afunile para uma especialização temática.

Produtividade no setor público e no setor privado, a pesquisa do IPEA

25 Agosto, 2009 por Leandro Damasio
Fonte: agenciasindical.com.br

Fonte: agenciasindical.com.br

A FENEAP e  boa parte da mídia divulgaram a recente pesquisa do IPEA sobre a produtividade nos setores público e privada. Os resultados espantaram o leitor atento: em 2006, o Estado foi 46% mais produtivo do que o mercado. Ué, como é possível medir? Na verdade, não é possível.

A metodologia desse estudo é absurda. Marcio Pochmann assumiu que:

Produtividade = Execução Orçamentária / Ocupação do Trabalho.

Ou seja, ele tentou de modo equivocado transpor o conceito da economia industrial para a complexa realidade dos serviços públicos.

Disso concluiu e divulgou para mídia despreparada (um assunto já batido por aqui) que Estados que buscaram modernizar a gestão, como Minas Gerais, foram menos produtivos. Sei…

O fato é que tanto Estado como o Mercado são dois espaços gigantescos de produção e repletos de setores cujas especificidades de maneira alguma podem ser compiladas em pacotes, e esses pacotes nem menos podem ser ancorados sobre uma balança para compará-los.

Um Estado que demanda mais segurança pública ou educação, por exemplo, certamente requer mais funcionários do que um Estado cujo dilema é incentivo ao desenvolvimento turístico. Não é como uma indústria. A questão não é lucro versus número de funcionários, nem Execução da Receita versus Servidores Públicos, como sugerido pelo IPEA.

O raciocínio de Pochmann (quanto menos funcionários e mais execução orçamentária, tanto mais produtivo é o Estado) não é válido. O proposto indicador de produtividade não é útil para nada, não é parâmetro de comparação com nenhuma outra informação; eis, portanto, vazio em seu significado: uma armadilha numérica. Não importa que tenha coletado os dados sobre a ocupação de trabalho no setor público do IBGE, pois a pesquisa está equivocada desde sua concepção, desde o esquema “Orçamento Executado / Número Funcionário = Produtividade”.

A repercussão da notícia em uma série de listas de emails e comunidades virtuais, a meu ver, reflete a falta de senso crítico na leitura, até mesmo de universitários capacitados em áreas de ciências sociais aplicadas. Sinaliza também (não esqueçam!) a irresponsabilidade de um instituto oficial divulgar uma tão descabida pesquisa.

Upgrade: A discussão se expandiu para o blog da jornalista Miriam Leitão, aqui. Confira o que o técnico do Ipea revela nos comentário de um outro blog, de Cristiano Costa. Neste fórum, a confusão na discussão continua aparente.

Upgrade 2: Equipe do Senador Tasso Genro entra no ringue.

Educação e Jornalismo

23 Agosto, 2009 por Leandro Damasio

epocaBasta ler as duas últimas Épocas para observar a relevância atribuída à política educacional e à gestão escolar. Não se trata de um detalhe. Na última edição foram 16 páginas de reportagem especial.

Em foco estava o Enem. Seleção para universidades chegando, assunto em pauta. Quando li, a vontade imediata foi criticar a reportagem pelos erros, pelo consultor entrevistado, pelas explicações inválidas sobre a diferença entre os estados. Falta qualidade na análise. E é perigoso quando isso acontece. Porque os números confortam de algum modo o leitor, porquanto sua análise pretende com algum grau de validade científica. Uma análise equivocada causa distorções na informação que o cidadão receberá.

Além disso, avaliações como o Enem são polêmicas. Há alguns setores da política que, às vezes de maneira irresponsável, descem a lenha em avaliações externas. De fato, as avaliações, se mal interpretadas, podem vir a se tornar contraproducentes.

Ainda assim, a reportagem da Época superou as expectativas. E por isto a reação de criticar foi apenas imediata. Logo depois resolvi escrever elogiando e parabenizando a redação. Veja e Época, ainda que concorrentes, as duas revistas semanais enfrentam corajosamente a dificuldade jornalística de comunicar sobre a política educacional, abrindo cada vez mais espaço em suas redações.

Verdade que essas reportagem demandam rigor analítico. Mas estão elas anos-luz a frente das reportagens dos jornais diários. Entre esses, Estadão um pouco, não muito, melhor do que os outros. Em geral são repassadores de press releases. Para tudo há um começo. Ex nihilo nihil.

UJE

21 Agosto, 2009 por Leandro Damasio

A UJE, essa união de estudantes lembra a Une. Entanto, mais próxima ao Novo Movimento Estudantil, vem apresentando idéias criativas e uma maneira empreendedora de atuação. Vale passar os olhos com atenção em sua cartilha e deixar sua opinião aqui nos comentários.

Gagos

21 Agosto, 2009 por Leandro Damasio

Criativo? Justo? Intervencionista? Sobretudo polêmico. Um deputado gaúcho propôs ao parlamento daquele estado instituir desconto nas contas telefônicas dos gagos. É uma discussão válida.