ALÍVIO E EXPECTATIVA RENOVADA

21 Novembro, 2016

Faz um bom tempo que não escrevia para o blog. O último artigo foi ainda antes das eleições. Estive escrevendo para outros espaços, andei colocando minhas ideias por aí… mas nada como este querido blog, onde gosto muito de publicar.

Muitos de vocês já sabem que eu fui candidato a Vereador de Urussanga. Desde então andei pensando muito sobre a política da cidade e a economia brasileira. Esta preocupação com a volta do crescimento é uma vontade de retomar os trilhos aqui no Brasil.

Demonstrators open a Brazil's flag in front of the National Congress during a protest in Brasilia, Brazil, Wednesday, June 26, 2013. The wave of protests that hit Brazil on June 17 began as opposition to transportation fare hikes, then expanded to a list of causes including anger at high taxes, poor services and high World Cup spending, before coalescing around the issue of rampant government corruption. (AP Photo/Eraldo Peres)Ações de porte administrativo, que ampliem as oportunidades dos cidadãos sem onerar os cofres públicos, seriam bem vindos para a cena pública brasileira.

Então vamos lá, mais um artigo de economia, mais uma reflexão sobre economia política. Espero que possam deixar suas contribuições nos comentários.

Chegando o mês de dezembro percebemos dois vetores impulsionando a definição dos rumos políticos no Brasil: a pressão de um setor da sociedade em favor do combate à corrupção e a expectativa dos agentes econômicos pela estabilidade das condições para o investimento.

Em um cenário otimista, o governo Temer – em consonância com os Governadores – passaria a anunciar uma sequência de ações constantes para ampliar a efetividade do Estado brasileiro.

UMA NOVA AGENDA POLÍTICA

A retomada de uma parte das obras rodoviárias deixadas pelo governo anterior foi uma grande ação, assim como o governo também acertou em tirar da gaveta a reforma do ensino médio.

Para resolver os problemas econômicos, no entanto, Temer precisa de mais ousadia. Hoje a sociedade brasileira está aberta para receber recados doloridos, a exemplo da reforma previdenciária.

É preciso diminuir as isenções fiscais, mas é preciso também reduzir os impostos. O que se busca hoje é a organização da casa, com mais economia.

CRÍTICA AO GOVERNO TEMER

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A crítica ao governo Temer pode levar em conta diversos pontos de consideração, mas é inegável que o populismo de esquerda agora foi substituído por uma lenta transição democrática tendo vista a volta da legitimidade governamental.

Este governo de Michel Temer é mais responsivo do que o anterior, visto que Dilma Rousseff fazia coro a alguns segmentos minoritários sem necessariamente responder com ações concretas. O problema é que ele não possui o mesmo crédito farto do governo anterior.

Para suprir as carências dos novos agentes políticos, o governo federal precisará emitir mais dívidas, o que requer credibilidade para assumir novos compromissos na situação de insolvência das contas atuais e futuras. Será um governo altamente influenciado pelos humores da sociedade.

Apenas com muita dificuldade ele atingirá seus objetivos. O presidente Temer precisará de um acúmulo de credibilidade política para executar ações de crédito aos municípios.

MERCADO INTERNO

Diante da baixa liquidez da moeda norte-americana no mercado internacional, efeito da nova política industrial dos Estados Unidos, é provável que haja queda no comércio internacional.

As mudanças no mercado brasileiro pós-recessão de 2014-2016 abrem o leque de oportunidades para o investimento na indústria brasileira sobrevivente e bem posicionada para atender as demandas regionais.

Em resumo, a inteligência da equipe econômica está não mais em arriscar o caminho predileto para alavancar nossas empresas internacionalmente, mas em reorganizar as estruturas desmontadas de produção para abastecimento de um Brasil com tanto espaço para crescer.

Para cumprir o seu compromisso com a eficiência, o governo Temer, cujo futuro ainda está aberto, terá de equilibrar o jogo de interesses em favor dos grupos anti-corrupção.

CAMINHOS PARA 2017

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No plano político, estamos defrontando o discurso intervencionista, que encontra roupagens conservadoras do segmento anti-democrático.

O grande perigo é conseguir incluir na decisão orçamentária os órgãos de controle sem tornar-se refém do corporativismo típico desses órgãos nos âmbitos estaduais.

Viveremos em um País voltado para mudanças. Serão tempos de empreendedorismo e muita cobrança sobre os governos eleitos.

O Brasil deverá passar a se preocupar mais com os elementos fundamentais da vida coletiva, ou seja, com os postulados do nosso contrato social pela democracia e pela estabilidade econômica, conforme destacamos no livro Discutindo 10 Desafios Fiscais do Brasil.

Isto não significa que as causas minoritárias perderão o fôlego, mas agora elas terão de conviver com bandeiras fiscalistas de um novo setor da sociedade, com a formação de grupos de pressão majoritariamente republicanos.

Devemos crescer 0,6% pelas comparações que andei fazendo, reunindo projeções de amigos economistas e lendo as cartas da Conjuntura Econômica.

A soja, nossa principal pauta de exportação, felizmente alcançará a safra recorde devido, em primeira razão, às condições climáticas de chuvas antecipadas, aumentando a produtividade.

soja

É um enorme alívio a troca de equipe econômica no governo brasileiro, mas a solução está na criação de empregos, o que depende muito da confluência política entre os novos prefeitos eleitos e os empreendedores locais.

Enxergo que as uniões empresariais deverão estar mais ativas, pois investimentos estratégicos raramente saem de uma mão só. A criação de uma visão comum de crescimento para os empreendimentos locais, é por aí que eu pretendo navegar.

POR UM NOVO BRASIL

3 Setembro, 2016

Diante do atual momento político de nosso País, chegou a hora de nos unirmos em prol de uma nova história para todos nós. Os sonhos de um Brasil democrático não devem ser abandonados. O povo brasileiro é batalhador.

A tristeza de ver os conflitos nas ruas, quando mais precisamos de foco para sair do atoleiro da inflação e do desemprego. Vamos avante por uma cultura de seriedade nos assuntos públicos.

Com fé na humanidade, vamos abraçar quem pode unir-se à escalada do desenvolvimento. Somente com a superação de antigos problemas vamos andar para frente com a firmeza esperada para recuperação nacional.

A dignidade da política deve ser resgatada. O momento exige a afirmação dos verdadeiros valores republicanos. ilusões, vaidades e egoísmos devem ser repelidos pela afirmação da civilidade moral.

Com o exercício da virtude atingiremos o hábito da cidadania.

Estímulo para a Zona Industrial de Urussanga

26 Agosto, 2016

De tempos em tempos vem à tona o assunto da Zona Industrial. Quando a indústria começou, ainda no tempo dos primeiros imigrantes italianos, sempre houve a cooperação entorno do crescimento da cidade.

SUPERAR A CRISE

Os tempos atuais mostram a destreza de um novo parque industrial no setor cerâmico e de alumínio. Sem deixar de falar do setor carbonífero e, na área plástica, destacar a grande tecnologia de automação da AMD, do nosso companheiro Décio Silva (PDT).

Falando de economia e logística, tratamos com o Gustavo Cancelier (PP), que defende o ensino superior em Urussanga, e está colocando junto comigo a sua dedicação para administrar a cidade, quando fizemos comparações sobre o ensino e emprego industrial nas cidades da região.

FORÇA PARA MUDAR

De fato, Urussanga está estagnada, a espera de um estímulo para voltar a crescer. E dessa forma, vamos pensar uma cidade para todos. Lutamos por uma Urussanga Transparente. Seremos coordenadores de uma construção coletiva.

Após o capítulo final da novela do Impeachment, voltaremos a sofrer a pressão dos ajustes tributários do governo federal, pois havia uma bolha do crescimento inflacionado – efeito do governo do PT.

MODERNIZAR A INDÚSTRIA

Mudanças que atrapalham a composição da aliança do governo Temer devem ocorrer, mas nada disso é mais importante que uma escolha consciente nas eleições de outubro. O momento leva a participação na vida da comunidade.

Que todos os amigos possam conhecer o nosso trabalho e confiar um voto de esperança pela transformação da nossa querida cidade de Urussanga, do Belvedere ao Rancho dos Bugres, de Santana até a Estação.

Buscaremos um diálogo integral da cidade. Somente assim todos vão poder participar da construção da Nova Zona Industrial, onde – sem dúvida nenhuma – será fundado o embrião de um magnífico Parque Tecnológico em nossa Benedetta.

Um caminho da oposição para o governo

15 Abril, 2016

Tudo certo, a oposição triunfou no Brasil. É hora de recalcular a correlação de forças a partir de uma nova coalizão. E, espera aí… Defender Michel Temer é convir com impunidade! Ou seria válido, neste momento de transição, testar a capacidade de governança em contexto de fraude eleitoral? Entre essas duas questões devemos ponderar a capacidade de aliança com a oposição, que sai triunfante das ruas.

Desnecessário da parte do governo Dilma abusar de medidas protocolares frente ao Supremo Tribunal Federal – STF. Mais uma vez, o momento de indecisão gera o sentimento de desconfiança em relação aos três poderes. Logo vão chamar o Supremo para decidir até a forma de comemoração após a vitória da oposição.

O discurso da reforma política pode voltar à baila, que tal? Mas, colegas de reflexão, dificilmente colheremos frutos tão maduros como os já conquistados com o debate feito recentemente. A proibição de financiamento de Pesoas Jurídicas para campanhas eleitorais, medida esta que visa a moralizar as campanhas, ampliando a competitividade do sistema eleitoral democrático brasileiro, passará pelo primeiro teste em 2016. Restando, assim, a seguinte pergunta: quais as melhores opções de mudanças institucionais?

É claro que a mudança política de maior envergadura ocorrerá na troca de governo. Com o afastamento de Dilma Rousseff (PT), continuará todo o ambiente pesado de governança. As reformas para sanar os problemas econômicos não permitirão tantas margens de manobra para o futuro Presidente. Diversas medidas impopulares deverão ser tomadas.

Vamos lembrar para não esquecer: Santa Catarina, terceira listada para descarregar os votos a favor do andamento do processo de investigação da Senhora Presidente da República. Infelizmente nosso Estado passou a contestar judicionalmente a dívida com a União. É a forma como o Centro Administrativo se despede da aliança com o Palácio do Planalto…

O posicionamento de Santa Catarina frente aos desafios fiscais brasileiros deveria ser outro. É claro que Santa Catarina precisa reencontrar o seu discurso frente ao atual debate de repactuação federativa. Deveríamos, para ser preciso, assumir os erros de participar de uma aliança tão nefasta. Além disso, os sul-catarinenses já sentem a falta de cuidado com as políticas sociais.

comparsa

17 Março, 2016
Os critérios
se adaptam
aos contextos
tal como os
parâmetros no
compaço da realidade.

UM PLANO DE REFORMA SOCIALISTA PARA O BRASIL

9 Março, 2016

Para sair da crise, o Brasil precisa de um governo de transição. O impeachment proporciona essa transição necessária, promovendo um novo arranjo com o PMDB. Verdade que o programa econômico do PMDB segue a cartilha do FMI. Isto apenas indica que não haverá paz, mas ao contrário o enfrentamento entre as diversas correntes ideológicas sobre quais os rumos da economia brasileira.

Nada garante uma saída por meio do aumento de impostos, como quer o PMDB. Nada garante que o ajuste dos preços saia das mãos dos mesmos executivos que já definem as taxas bancárias operantes no mercado nacional. A proposta do PT é esdrúxula. O PSDB não se mostra diferente do PMDB. Então restará uma construção social do pacto político.

Para reacender os fornos industriais e retomar o caminho do desenvolvimento, é necessário pensar no longo prazo e planejar as mudanças em setores estratégicos. Para livrar a educação do estrangulamento fiscal, precisamos melhorar nossa economia, priorizar rentabilidade com segurança na política econômica. É possível enxergar claramente a saída da crise econômica, mas para isto ainda resta o empecilho da crise política. Em vez de discutir sobre noticiário policial melhor seria pensar quais empregos haverão nos próximos três anos à disposição dos estudantes secundaristas, mas a agenda socialista caminha entre o sonho e a realidade.

E não adianta romantizar o Estado pensando apenas no aumento da arrecadção das agências governamentais. É hora de pensar sobre o papel do Brasil do cenário global. Já passou da hora de resolver o problema monetário. Não basta um tripé ou uma cartilha internacional. Requer um equipe de primeira linha na criação de valor para nossos produtos dentro de um pacto internacional.

A retomada do crescimento não basta sem a redução da inflação e do desemprego. A nova política econômica precisa responder como vai garantir avanços para os direitos sociais. O reequilíbrio fiscal significa não apenas o pagamento das dívidas, mas também a qualidade das escolas e dos hospitais.

No pacote de reformas do próximo governo, devemos situar o posicionamento socialista não a favor da estatização cega, mas pela adequação do papel do nosso Estado, onde hoje é possível infelizmente enxergar o abuso de poder e a intervenção desnecessária. A reforma do Estado vai se dar pela união das classes populares por uma nova cultura política a partir das próximas eleições.

ESTRANGULAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

1 Março, 2016

O mundo da educação está sofrendo mais do que o normal. O estrangulamento da rede pública de ensino básico acontece por duas vias. De um lado, um corte total de 17 bilhões em dois anos do orçamento destinado para a educação básica, motivado pela queda das arrecadações, fruto da crise fiscal na federação. De outro lado, a queda de 12% nas matrículas da rede privada, motivada pelo aumento do desemprego e da inflação, fatores que se unem ao endividamento familiar no perigoso contexto de desvalorização da moeda, falta de crédito e recessão.

São os fatores macroeconômicos que incidem diretamente sobre o desempenho da educação, cujos índices de aprendizagem mostravam qualidade estagnada e agora começam a apresentar queda de qualidade.

O Piso Nacional, porém, continua firme. A legislação nacional está clara como nunca: é preciso reajustar os salários de acordo com o Piso Nacional. Deste modo, haverá mais esta pressão sobre o sistema geral da educação: aumento de custo em razão do justo aumento de salário. O problema é novamente econômico: como aumentar os salários com menos recursos para gastar? A primeira e mais fácil alternativa é evidente: reduzir o quadro de professores. É isto infelizmente que vai acontecer, o que trará ainda mais impacto na queda da qualidade.

As soluções mais complexas envolvem riscos altos, por exemplo: retirar recursos da saúde ou assumir dívidas para investir em educação. Não parece razoável um governante deixar de investir os limites mínimos constitucionais em uma área como saúde em tempos de epidemias que alarmam toda a população. Também não parece nada razoável continuar o modelo de endividamento do Estado, pois este é justamente um dos principais fatores geradores da crise fiscal que afeta de modo tão agressivo a trajetória de evolução da educação.

O fato é que o Brasil começa a perder uma luta histórica pela melhoria da educação. O ofuscamento da questão educativa nas nas rodadas de debates sinaliza um retrocesso, justamente agora que temos dados para mensurar o desempenho da política pública educacional a partir dos exames de proficiência dos estudantes.

É assim que estamos: apesar dos avanços na agenda educacional dos anos 80; apesar das excelentes reformas nos mecanismos de avaliação do desempenho educacional dos anos 90; apesar da clareza legislativa quanto ao necesśario reajuste de salários dos professores, estamos regredindo na questão mais importante, que é efetivamente a alfabetização dos estudantes da rede pública.

Esse diagóstico estrutural mostra que chegou a vez dos professores conseguirem executar o seu dom para além dos esforços políticos. É hora da pedagogia em si. Aumentar a receita, gerando maiores oportunidades para investimentos em educação, é um dever econômico dos agentes políticos, mas isto exige um ajuste que o governo brasileiro ainda não iniciou.

Aliás, o projeto educacional do governo petista sempre foi destinar recursos para o ensino superior, quando o Brasil não oferece os pilares básicos que sustentam essa etapa do ensino. Deveríamos logicamente investir muito mais no ensino básico. Porém, os planos de investimentos no ensino infantil foram apenas maquiagens eleitorais. Caíram no primeiro sopro da crise fiscal.

As necessárias reformas gerenciais no ensino fundamental até hoje são combatidas por muitos agentes do campo educacional. Infelizmente, existe uma péssima compreensão do que seja administração pelos atores que debatem política educacional.

A necessária flexibilização do ensino médio também não avançou, a despeito do consenso que já existe no campo sobre esse tema. Definitivamente, o problema da educação não está na falta de matérias ou na falta de conteúdo curricular. Não é inserindo uma disciplina nova que vamos solucionar o problema, mas sim preparando continuamente melhores professores e fazendo-os chegar com motivação nas regiões em que mais se necessita evoluir a qualidade de ensino.

O campo educacional precisa compreender os desafios econômicos, saber direcionar muito bem as ações, assumir com cautela o direito de greve no atual contexto fiscal-educativo, compreender que as reformas precisam gerar mais autonomia para as escolas e menos concentração de poder no estamento burocrático do poder central.

ALERTA: DEMOCRACIA EM RISCO

14 Fevereiro, 2016

Depois de muitas e muitas lutas pelas conquistas democráticas, ninguém sonhava que um partido dos trabalhadores arquitetaria um mega projeto totalitário de corrupção e aparelhamento das instituições públicas. Pior do que isto foi a banalização da cultura política em seu estágio mais fundamental a partir de manipulação da juventude aos moldes terroristas, transformada em propagadora de mentiras e desvios de foco para interesses secundários. Eis o projeto do nazipetismo.

Não precisamos nem falar do desastre econômico. Um verdadeiro desmoronamento, um completo caos. BNDES, fundos de pensão, Petrobras, Eletrobras são apenas alguns exemplos de instituições saqueadas (não resta outra palavra), com desvios de recursos para o nazipetismo. Em 5 anos de governo Dilma, nossa economia se reduziu de R$ 2,675 trilhões para R$ 1,295 trilhão. Não vou me alongar, pois imagino que o leitor já tenha noção do que significa encolher pela metade a economia de uma nação em 5 anos de catastrófico governo.

Acontece que o maior problema do Brasil está longe de ser apenas a crise econômica, que de fato existe e é muito grave. O maior problema do Brasil é político: o rastro que está sobrando do nazipetismo. Este partido extremamente autoritário utilizou das mais violentas e deprimentes formas de dominação para empreender seu projeto de corrupção, longe de qualquer compromisso com a verdade ou com valores republicanos.

Diversas vezes mudaram o discurso para melhor se adequarem ao contexto da opinião pública. A paisagem ideológica durante esses 13 anos de poder passou da redução da miséria para união latinoamericana; do nacionalismo econômico para o mais recentemente projeto liberal de proteção ao sistema financeiro.

Os brasileiros estavam adormecidos, talvez anestesiados. Não reparavam a destinação para uso privado dos recursos públicos, à mostra nos portais do próprio governo federal, por exemplo o dispêndio de R$ 6.532,05 do Tesouro Nacional para contratação de transportadora de bebidas para o sítio em Atibaia do sócio do ex-Presidente Lula, que (apesar disso) considera-se o mais honesto dos brasileiros (segundo suas próprias palavras dissimuladas).

O problema é muito maior do que este caso do sítio em Atibaia. Evidentemente ele é apenas a ponta do Iceberg. Nós assistimos a mais de uma década de um absurdo descaso com qualquer noção de eficiência e de responsabilidade no trato com o sagrado dinheiro público.

Proveniente de aumento inesperado da arrecadação tributária (fruto do boom de commodities), muito dinheiro foi injetado nas Universidades Federais, principal núcleo de proteção da cultura política de ódio fomentada pelo nazipetismo.

As Universidades Federais, que antes eram instâncias autônomas em favor da democracia, passaram a se subordinar aos interesses de um governo totalitário. Visível para todos que frequentam uma Universidade Federal foi ver seus ideólogos, por mais de uma década, no papel de amplos defesores incondicionais do nazipetismo.

Dispensemos menção a instituições sem autonomia, como IPEA, CGU, Procuradoria Geral da República. Estas foram completamente aparelhadas.

O ambiente político brasileiro atualmente está completamente contaminado por violências verbais. As pautas urgentes estão completamente paralisadas. O contágio nazipetista atingiu as casas legislativas e penetrou todos os níveis federativos.

Não foi em vão que um Senador da República chegou ao ponto de esquematizar uma rota de fuga para um delator que vem denunciando parte da corrupção. Pessoas que até pouco tempo eram consideradas como grandes líderes do governo, como a ex-Senadora Ideli Salvatti, hoje estão fora do País ou alocadas em funções praticamente escondidas.

Assim como acontece com a Presidente da República, nós hoje temos os presidentes das duas altas casas legislativas abarrotados por denúncias contra as quais não conseguiram esboçar a mínima defesa. Por sua vez, os governadores estão adestrados para obedecer a lógica de recompensa federativa, recebendo recursos da União para eleger seus apadrinhados.

Não bastando os já muitos problemas, também o descontrole gerencial das políticas sociais conseguiu grande feito de provomer uma nova epimedia nunca vista na história mundial. Além de pagar muito mais impostos, agora os brasileiros precisam se proteger de mosquitos malignos que foram se multiplicando devido ao total desinvestimento em saneamento básico, num contexto vulnerável e atrasado.

Essa maneira totalitária de impor sua inculta vontade por meio de estratagemos de manipulação das massas é muito semelhante aos artefatos nazistas de controle estatal da sociedade.

Nosso ambiente democrático, que deveria estar florescendo, com a ampliação dos direitos de nossa Carta Magna, está, ao contrário, afundando – a ponto de transformar uma não planejada intervenção militar em objeto de desejo de parte da população.

Uma verdade está se formando no imaginário brasileiro, a de que sempre existe grande deslealdade e mal caratismo por trás de um petista e de seus aliados. É a pura percepção do nazipetismo.

A forma sectária de agir dos petistas, buscando isolar, excluir e bloquear seus adversários, conduziu o País para uma infeliz radicalização, que resulta a descaracterização da própria democracia, descontruídos seus pressupostos de pluralidade e de respeito ao próximo.

Violentar a cultura democrática, destruir a economia e colocar em risco a vida da população são marcas inalienáveis do nazipetismo. Deste modo, o brasileiro está hoje emigrando, pois não encontra meios para sobreviver, e muito menos enxerga perspectivas para sair da situação surreal à qual foi recentemente empurrado.

Resta um problema que ainda não foi percebido claramente pelos analistas políticos, que é a permanência de um enomre contingente de militantes convictos do nazipetismo. São pessoas zumbis. Elas foram cegadas pela ideologia da mesma forma que terroristas do Estado Islâmico. São pessoas que vão buscar infiltração nos outros partidos da democracia, e assim dar continuidade ao projeto totalitário ao qual foram treinadas.

Não vão desistir. Em nome de bandeiras progressistas aparentemente corretas, mas sobretudo manipuladas pelos seus líderes, esses jovens nazipetistas vão desviar o foco dos debates estratégicos, a exemplo do que aconteceu durante o estelionato eleitoral de 2014.

Por bem, existe um grande sentimento de unidade popular em favor do resgate democrático e do seu consequente afastamento do nazipetismo. Nós, cidadãos honrados e portadores de capacidade de interpretar com lucidez o atual retrocesso democrático, precisamos ter clareza sobre nossos próximos passos.

Precisamos mais do que nunca buscar união com gente de confiança para enfrentar uma longa batalha. Os guerreiros do Brasil não serão apenas os militares, mas também os civis democratas. Ao contrário do que dizem, as Forças Armadas não possuem atualmente um plano de intervenção. Nossa disputa precisa ser institucional. O momento requer grande vigília por parte dos cidadãos mais capazes de ajudar no processo de resgate da nação brasileira.

exercito

CRISE NA EDUCAÇÃO: A REFORMA NECESSÁRIA

13 Fevereiro, 2016

Não existe ambiente propício para, digamos assim, resignarmos ao conflito eminente da sociedade brasileira, imersa na abissal crise política, que dividiu o país em intermináveis batalhas de toda ordem. Deste modo, meu único desejo de retomar o fio da meada no campo educacional é firmar posição para não deixar esvaziar assunto tão básico para a evolução social. Não quero, com isso, desviar o foco de outros problemas mais sérios de ordem política, que precisam ser resolvidos.

Apesar da reforma estruturante na educação no período pós-constitucional, empreendida com razoável êxito pelo governo FHC precisamente na metade da década de 90, os avanços não surtiram maiores efeitos devido à negligência dos últimos 15 anos de ingerência na política educacional. Apesar da estruturação das avaliações de desempenho dos estudantes, melhorando o ambiente informacional para tomada de decisão, o Brasil viveu nos últimos anos uma triste época, sem a devida atenção para a política educacional para além da expansão às cegas do gasto público, amplamente mal direcionado para o ensino superior.

O que os governos do PT fizeram nada mais foi do que maquiagem sem impacto na vida dos estudantes, sem trazer para a sociedade brasileira a necessária evolução estrutural da educação. Aumentaram salários de professores? Sim, o salário seguiu de acordo com a gigantesca inflação do período, sem ampliar a oferta de vagas para professores, o que ainda se faz necessário. O foco do governo Lula sempre foi em ações aparentes, de visibilidade eleitoral, sem buscar resolver os verdadeiros problemas.

O que deveria ser feito claramente era assumir os desafios da escalada de qualidade na alfabetização, desde as primeiras sérias do ensino fundamental. Mas o que o governo fez nessa última década e meia foi ampliar os gastos com Universidades Públicas, medida esta que atende um público bem delimitado de apoiadores políticos, vital para os interesses populistas, com ampla adesão das associações de reitores e sindicatos de professores às campanhas eleitorais dos grupos que, em última instância, viriam a se unir pelos mesmos interesses do Lula.

Hoje nós temos uma calamidade na educação brasileira. No momento em que a crise econômica afeta grosseiramente as classes mais pobres, também os governos municipais ficaram à mercê de um federalismo fantasioso. Nas metrópoles, poucas famílias podem contar com apoio do poder público para garantir acesso às creches, um fator essencial para o desenvolvimento das crianças.

Todo o ensino fundamental ficou estagnado. Acabamos de assistir a passagem de uma década sem nenhum avanço nos indicadores de aprendizagem. E ainda bem que temos indicadores de qualidade! Pelo menos isto ficou como legado da década de 90. O ensino médio continua o mesmo: um amontoado de conteúdo curricular para ser transmitido de forma hiper-fragmentada por professores, no mais das vezes, desmotivados.

Precisamos repensar nosso modelo educacional. Inverter as prioridades de investimento é o primeiro passo. Virar o orçamento do MEC como se fosse uma ampulheta, gastando menos com Institutos Tecnológicos e Universidades, e fazendo sobrar recursos para o ensino básico. Além disso, precisamos modernizar as escolas. Mais autonomia, confiança e responsabilidade sobre os diretores escolares. Menos ingerência das burocracias estatais.

Existe uma tarefa contínua, que é revisar a qualidade dos materiais pedagógicos e da capacidade dos professores. Mas infelizmente só vimos retrocessos do atual governo. O que existe é uma banal disputa política sobre conteúdos curriculares, quando deveríamos focar na permanente capacitação e – por que não? – avaliação dos professores.

O ensino médio deveria seguir o modelo italiano, em que, logo após o fim do ciclo do ensino fundamental, os alunos são indicados ou procuram escolas de ensino médio vocacionadas para as mais diversas frentes de estudo, seja ele científico ou acadêmico, seja profissional ou tecnológico. O atual modelo desgaste todos sem beneficiar ninguém.

Enquanto o Brasil estiver se arrastando pela crise, não haverá ambiente para se debater política educacional. Nem por isto devemos deixar de refletir o assunto, pois ele é um pilar essencial para o desenvolvimento nacional.

Reforma no saneamento básico: como e por onde começar.

11 Fevereiro, 2016

Sempre que nos dirigimos aos temas do saneamento básico é porque existe algum problema muito grave em discussão. Ninguém passa incólume de uma conversa informal sempre que levantada essa questão pública de primeira ordem.

Existem os que se recusam a debater, pois se trata de um problema tão complexo em sua magnitude e especificidades locais que não mereceria, a despeito de sua relevância, ganhar o centro da mesa de negociações. Mas também há entusiastas, gente que espera colocar o assunto na sua dimensão política de prioridade.

Entre os dois interlocutores, existe o consenso de que estamos muito atrasados. Todos concordam que existe um grave problema a ser resolvido. Em primeiro lugar, saneamento básico não é um problema exclusivamente local. No Brasil, é um problema nacional. Nós estamos falando não apenas de esgotos e favelas e rios com esgoto. Nós estamos falando de saúde pública, da qualidade da água e de uma dignididade muito básica do convívio humano dentro de um País.

Em segundo lugar, vale dizer que existe uma deficiência em nossa Constituição, e isto exige de nós uma reforma constitucional para criar uma destinação própria, já que os recursos da saúde, por razões óbvias, não são destinados para obras e reparos de saneamento básico, como previa o primeiro esboço do SUS.

Deste modo, o saneamento precisa ser resolvido com reforma constitucional, com dotação de recursos públicos para o enfrentamento do problema.

Infelizmente o Brasil não teve ainda, no atual ponteiro da sua história, um acúmulo de bons governantes para resolver boa parte dos problemas que mais do que nunca precisam ser enfrentados.

Não adianta querer resolver o problema pelos Estados, eles estão pressionados. A União precisa estabilizar a economia, e o governo federal está preocupado em sobreviver. Então resta novamente para os municípios brasileiros assumirem o papel de fiadores da democracia.

Neste sentido, parabenizo a Confederação Nacional dos Bispos pela escolha do tema Casa Comum, Nossa Responsabilidade. Este é um grande lema para atravessar o ano de 2016, para quem age com esperança de retirar esse obstáculo que atrapalha a penosa marcha do povo brasileiro.

Na situação em que chegamos, ao ver uma nação moderna perdendo a batalha para uma mísera espécie de inseto transmissor do Virus Zika, será grande a contribuição da Igreja Católica para conscientização e prevenção desse enorme problema que afeta metade da população brasileira.

É uma boa forma de engajar os crentes nessa filosofia da bondade nas ações mais justas, reguladas e bem conformadas às necessidades. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” (Romanos14.17)

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