Quarta Lição

Que surpresa! A quarta lição vem falar exatamente do meu tema, a morte! (ou a vida, como queiram). Eu diria que Hannah Arendt faz uma espécie de malabarismo teórico para encaixar essa temática aqui. Quero crer que lhe era fatal escrever sobre isso. Tudo vem reforçar minha tese. A grande questão por trás de toda reflexão arendtiana não é outra senão a imortalidade, sim. Nesta quarta lição o objetivo é elucidar as três diferentes definições do homem na obra de Kant. Mas, não por acaso, ela remonta às indagações originárias sobre a morte na filosofia grega, suas implicações políticas e históricas. O fato é que existe uma concordância explícita entre Kant e os filósofos gregos a respeito da noção de finitude da vida – morte. E acaba sendo, no final das contas, um capítulo sobre o que já chamei de “vitória da morte”.

A vitória da morte está expressa, de forma mais clara, nas palavras de Sócrates, para quem “a segunda melhor coisa para a vida, uma vez que tenha aparecido, é voltar o mais rapidamente possível ao lugar de onde veio”. Não ignoremos essa sentença, pois representa uma revolução cultural. Realmente, é sensível para Kant essa atitude do filósofo contra os assuntos mundanos.

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