Sétima Lição

Hannah continua explorando a comunicabilidade inerente ao pensamento crítico. O fato é que Kant diverge da maioria dos filósofos, quando considera o pensamento, muito embora uma ocupação solitária, dependente dos outros para ser possível. Existiria um quê de prestação de contas em todo pensamento crítico. É interessante como os pré-socráticos, grandiosos com seus insights, permaneciam calados que se lhes propunham uma questão. Sócrates, e toda tradição crítica, ao contrário aceita debater. É assim que o pensamento crítico se afasta do dogmatismo. Prestar contas – um conceito essencialmente político – está por trás do pensamento. Desse modo, a “crítica” não se põe apenas contra doutrinas e preconceitos que herdamos, mas também contra o nosso próprio pensamento. Significa desafiar nosso pensamento em público, colocá-lo a teste para validar sua verdade. Em Kant, “pensar por si mesmo” não é um individualismo preconceituoso. Mesmo solitário, o pensador crítico deve utilizar-se da imaginação para “pensar com mentalidade alargada”. A idéia central dessa lição é o critério público de validação do pensamento crítico.

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