De Beijing à Pequim

Terminam hoje os jogos olímpicos. Para o quadro de medalhas meu palpite era 3/4/7 (ouro/prata/bronze). Mal conhecia a delegação brasileira, foi puro chute. Um chute na trave, pois resultou em 3/4/8. Decepções brasileiras foram os ginastas, e nem tanto os futebolistas com sua esperada derrota frente aos vizinhos. A merecida glória, por outro lado, recaiu sobre nossa seleção feminina de vôlei, visivelmente superior às demais. No panorama internacional, o nome de Phelps é, com razão, o maior destaque. Considerando o conjunto da obra, fiquei mesmo encantado com o vôlei. Tanto na quadra como na areia, as equipes são niveladas por cima, pela excelência que se espera de atletas olímpicos. Se houvessem seres extra-terrestres que gostassem de jogos; se houvessem olimpíadas interplanetárias, é provável que nossa seleção terrestre ganhasse medalha no vôlei.

Agora Beijing volta a ser Pequim; a capital mundial do esporte passa a ser novamente a capital da exportação fabril. Mesmo exausto de tanta programação esportiva, o brasileiro continuará acompanhando com alegria os jogos do campeonato brasileiro e as corridas da Fórmula 1. E com nem tanta euforia a eleição de Obama.
As retrospectivas de 2008 não noticiarão, mas a vitória de ACM Neto marcará o novo carlismo na Bahia.

Hoje deixamos Beijing e voltamos a Pequim, deixamos o esporte e voltamos para a política. É como na antiguidade: findos os jogos, as guerras continuam.

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