Como pensar?

Não há método para o pensamento. Mesmo o autor do Discours de la Méthode, Descartes, coloca o pensamento como condição para o método, como prova da existência. O pensamento é um diálogo do eu comigo mesmo. Mas não um diálogo conduzido por estímulos externos. Há de possuir coragem para submeter-se essa quase angústia que é momento introspectivo.

Fala-se que do casamento entre o pensamento e a espiritualidade. Muitas são as pessoas que, em cultos religiosos ou sessões de Yoga, buscam refúgio das perturbações da vida urbana. Seriam essas atividades pensamentos legítimos ou sua desfiguração? No momento em que assiste uma profecia você pode estar imerso nas profundezas do pensamento, como pode também estar meramente distraído com o entretenimento. Neste caso a busca pela espiritualidade não encontrou nada mais elevado que uma conversa banal ou um filme qualquer.

Então, como podemos pensar? Isolar-se: uma atividade difícil, apesar do individualismo do nosso tempo. Individualismo este relacionado menos com a solidão e mais com o egoísmo. Uma ocasião que eu consideraria refúgio para o isolamento é o banho, não fossem as conseqüências ambientais do desperdício de água e energia. Estaria talvez a solução em entorpecentes que aumentam o potencial cerebral, não fossem os efeitos para a saúde e os impedimentos legais.

Chega a ser incômodo pensar sobre o próprio pensamento. É uma tarefa difícil. Para você, o que é e como pensar?

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Uma resposta to “Como pensar?”

  1. Ivonete Says:

    Pensar é experiência única. A partir de textos escritos das aulas ministradas por Heidegger na Universidade de Friburgo, nos anos 40, publicadas em 1973, tituladas O que significa pensar? Kohn discorre do inicio do texto “ao âmbito do que se chama pensar, chegamos quando nós mesmos pensamos”. Ao qual entende que o pensar ocupa um lugar, um território; e que também é algo que é convocado, chamado, e “pensar” é um infinitivo verbal, declarando um movimento, uma ação, uma experiência do pensar. Que para pensar é necessário o deslocamento, um “ir para”. Logo, o pensar não é algo que é dado, que está presente, e sim algo por se realizar a partir de um sujeito que movimenta-se em direção á um lugar, antecipando um determinado tempo ou não para, pois tempo apenas como condição; não é restrito a indivíduos, porém o ato de pensar é individual. Ele explica: “(…) não chegamos ao pensar por ninguém, ou chegamos por nós mesmos ao pensar ou chegamos à outra parte, ao pensar por outro, ao não pensar”

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