Alô, economistas

O primeiro comentário de um amigo (militante do PC do B), noticiada a crise da economia americana, foi “chegamos ao fim do liberalismo”. Esta opinião, este grande exagero, está na boca de muitos formadores de opinião da imprensa mundial, é verdade. Seria o bastante para induzir a votação do pacote salvador? Alguns republicanos votaram por ideologia, ao rejeitar o pacote salvador.

Militante comnista e representante republicano, um e outro conservador, cada qual a seu modo vivendo fantasias do passado. Se a crise americana representa algo para a ruptura do ideário econômico, representa, sim, o fim dessas metafísicas economicistas, dos cordeiros teóricos. Seria um desastre para a economia mundial não haver intervenção. Maior desastre seria uma intervenção total.

De fato, a salvação da economia americana não coloca em pauta os debates ideológicos. O estado americano vai aprender a regular melhor seus bancos, que tipo de empréstimos podem fazer: este problema aparentemente privado tomando proporções públicas. A experiência ensinou aos nossos economistas, com prejuízos e pânico, que um sistema financeiro, altamente complexo e virtual, como nossa época construiu, exige maior regulamentação e acompanhamento. US$ 700 bilhões é o preço inicial dessa lição.

Errando o médico pode matar uma pessoa, já o economista mata milhares. Economistas que rezam cartilhas ideológicas são como médicos aplicando terapias florais.

Economistas profissionais que respondam: quais os impactos indiretos da crise sobre a economia brasileira?

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