Quando a democracia virou um jogo de cartas marcadas

Nos debates, Dário é uma anta bem assessorada. Não duvido que (exclusivamente do ponto de vista eleitoral) ele tenha “ganhado” o debate. Utilizar a rejeição do Amin e citar obras é uma lógica fatal, porque utiliza a melhor vantagem contra a pior desvantagem.

Isso prova como a instituição da reeleição é uma farsa. Não que eu seja fã do Amin. Mas na performance democrática (leia-se: teatral) de um debate, ele é dos melhores que o Brasil produziu. E como pode o …Dário se sair melhor? Só a reeleição explica.

Nós tínhamos pelo menos 4 candidatos visivelmente melhores que o Dário. César, Ângela, Nildão e Amin. Ainda assim, citar obras é (eleitoralmente) mais eficaz. Está na boca do povão, e é quase inacreditável: “Dário não fica discutindo, ele faz”.

Desde que Sócrates foi condenado à morte, o grande problema das democracias é a perigosa habilidade dos oradores. Platão temia e odiava os sofistas. Nas democracias modernas, esse problema é secundário. Demagogos, no sentido literal – condutores do povo – não existem. A diferença clássica entre economia e política está no fato desta ser imprevisível. Os fatos hoje parecem mostrar o contrário: uma economia louca e a democracia um jogo de marketing, com suas pesquisas, metas e previsões.

Uma resposta to “Quando a democracia virou um jogo de cartas marcadas”

  1. beatriz jorge Says:

    post inteligente e de opinião, gostei. beijuss

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