Crise? Ah, não é nossa

A União Nacional dos Estudantes (UNE) promoverá, na UNIP-Vergueiro (São Paulo), neste final de semana (21 e 22), mais uma edição do seu Congresso de Entidades de Base, um evento que reúne lideranças estudantis de todos os estados brasileiros, ou uma grande farsa.

Por tema do evento escolheram “Essa crise não é nossa!”. Pretendem descaracterizar a crise. Qual motivo se esconde por trás dessa tentativa? Lembrando o aumento, em 20 vezes, do repasse à Une após o governo Lula, alguma resposta se aproxima.

Para discutir a crise, os convidados foram um membro da diretoria nacional do PCdoB, representantes do MST, CUT, CTB, CGTB, Marcha Mundial das Mulheres, Intersindical, Central dos Movimentos Populares (CMP), UBES.

Ah, sim, há um representante do IPEA também.

Dá para imaginar como será o evento. Mentiras desavergonhadas, de um lado. Tímida crença nessas mentiras, de outro. E assim se comporta o futuro do Brasil. Provavelmente, esquecerão que, só em dezembro, 800 mil empregos foram para o espaço.

Pouco importa se, no trimestre passado, 3.6% de toda a riqueza do nosso país (PIB) perdeu-se no ralo da incompetência pública. Se, nos gráficos econômicos, a seta vermelha alertou o setor produtivo, para a Une de vermelho só interessa o ardor pela bandeira comunista. Em tempos de crise, enquanto uns chamam por “marolinha”, outros sofrem. Entristece profundamente ver o desrespeito com que a Une trata assuntos sérios.

2 Respostas to “Crise? Ah, não é nossa”

  1. Otávio Anacleto Says:

    A resposta dos movimentos sociais atrelados a partidos políticos bem batidos é sempre a mesma. “Culpem o liberalismo e morte aos EUA”
    Sei de uma coisa, quando a merda bater no c* já vai ser tarde pra limpar.

  2. Mayron Says:

    Esta crise, especificamente das 138 que o capitalismo já teve, realmente não é nossa! É dos EUA, que por impor sua política neo-liberal no mundo todo, fez com que fossem demitidos centenas de milhares de trabalhadores ao redor do globo, num processo em bola-de-neve, gerado a partir de uma falha nas linhas de créditos do setor imobiliário estadosunidense. Por isso que a crise é deles e não nossa.

    Quanto à “marolinha” dêem graças a Deus que nos últimos 8 anos as relações entre o Brasil e os EUA caíram para apenas 15%, e são esses 15% que chamamos de marolinha, pois os países onde estas relações são maiores estão sofrendo muito mais que nós. E mais, dizer que é uma “marolinha” é uma avaliação feita no cenário geral Nacional, pois como disse, ainda temos 15% de relações com os EUA, que se nos compararmos com outros países cuja essas relações ultrapassem os 40%, podemos dizer que QUASE não estamos sendo atingidos.

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