Avaliação e Educação

Gostaria que algum amigo lesse essa reportagem para iniciar um debate. É só escrever um pequeno post para ser publicado aqui, e vamos discutindo por comentários. Alguém se candidata?

12 Respostas to “Avaliação e Educação”

  1. Mauricio Says:

    Leandro, vamos lá. Já que solicitou. rs.

    Sobre a notícia, é evidente que políticas para a diminuição do absenteísmo é muito importante para todo a estrutura governamental. Mas, focando na educação, apesar de ter sido uma grande vitória (fato!), a “proibição” da falta dos professores não significa necessariamente que eles ainda sentem-se responsáveis ou ainda, a vontade na estrutura educacional do Estado. Eu, pessoalmente, acredito que outras grandes regulações do ensino público deveriam ocorrer, a questão é que hoje o ensino é pensado para o professor, uma grande evolução ocorreu, no entanto, precisamos começar a pensar na estrutura educacional.
    Quais os incentivos que os alunos precisam receber? E os professores? Quais punições?
    Tenho minhas teorias! Que acredito serem ótimas.
    Mas vamos debatendo. Em algum momento as solto por ai. rs.

    Abraços.

  2. Leandro Damasio Says:

    Maurício. Obrigado pela contribuição.

    Então você concorda com o limite de 6 faltas por ano, para cada professor. E ainda defende outras formas de recompensa / punições para estimular os desempenho dos professores.

    Estou realmente curioso para conhecer suas teorias sobre mudanças na estrutura educacional. Você já pensou em quais incentivos e punições devem recair sobre os professores, alunos e funcionários dentro escola?

  3. D. Says:

    Não vejo muito sentido em criar limites de faltas. Como os professores dizem: “não se escolhe o dia para ficar doente”; e mais, tendo em vista a situação ridícula e absurda de trabalho que os professores estão submetidos fica difícil.
    Dêem uma olhada nesse vídeo “Pro dia nascer feliz”, no fim quase dessa parte do vídeo se fala um pouco das faltas e uma professora conta por que a falta acontece:

    Gostaria de saber o que se propõe dentro desse contexto.

  4. Leandro Damasio Says:

    Daniel, você possui experiência como professor em escolas públicas e certamente vai contribuir sobremaneira neste debate.

    Conseguiria, gentilmente, listar as principais dificuldades na condição de trabalho dos professores?

    Creio ser necessário trabalhar objetivamente essas informações para analisar como a administração pode contribuir.

  5. Jeferson Dahmer Says:

    Pode paracer um tanto quanto senso comum dizer que a questão educacional do país depende de uma capacitação de nossos professores. Mas não se trata apenas de uma capacitação relacionada ao conteúdo a ser ministrado, mas de uma capacitação para o exercicio da responsabilidade que se assume ao ser professor.
    Ainda na semana passada na Secretaria da Fazenda de SC, onde trabalho, tivemos a discussão sobre um Projeto da Secretaria da Educação para conceder bônus a Professores que apresentam assiduidade no trabalho (Detalhe que não havia nenhum mecanismo de controle das freqüências descrito no Projeto). Será que a questão é premiar pela assiduidade ou intrepretá-la como um valor do serviço público? Talvez se professores e alunos entendessem a questão educacional a partir de uma lógica de qualificação antes de uma lógica individual, a educação brasileira seria um pouco melhor!

  6. Mauricio Says:

    Caros, culturalmente o desenho burocrático de nossas regras e procedimentos tende a adotar medidas normativas pautadas por casos particulares, assim, a cada novo caso surgido cria-se uma nova regra universal, diminuindo a flexibilidade burocrática.
    Exemplo: O alto indice de evasão escolar fez o governo paulista adotar medida de aprovação automática ref. à nota, pois diagnosticou que em alguns casos a evasão é dada pela dificuldade de aprendizado. O mesmo caso ocorre com a falta dos professores.
    Não concordo com a questão da aprovação automática de aluno no Estado de São Paulo, mas é evidente um grande reflexo da diminuição da evasão escolar.
    Todos esses aspectos necessitam ser analisados para compreender a real necessidade da adoção da política de restrição de falta ao professor. No entanto, algo é comum na educação pública paulista: o problema está logo no concurso público. A seleção dos professores paulistas selecionam exatamente aqueles que querem distância da sala de aula. (Óbvio que isso não é instantaneo. E por isso seria interessante analisar o porque esse processo ocorre.)
    No fundo, o sonho do professor é ser puxado da escola onde leciona para a Secretaria de Educação.

    Um tanto estranho correto?
    Enfim, AMO debater isso em conversa.

  7. D. Says:

    Quem não está em sala de aula não faz idéia no nível de stress e incomodação ao qual um professor está submetido todos os dias por várias horas. Celulares, mp3, mp4, Ipods, conversas paralelas, ameaças, etc. Falar de professores isoladamente é mesmo muito pobre.

    Ver como que hoje em muitas escolas é praticamente inviável você ir lousa e começar a “passar conteúdos” no quadro. Fazer isso em muitos casos é pedir para ser completamente ignorado.

    Há um contexto muito complexo e problemático onde essas coisas se inserem. Sem resolver problemas graves com indisciplina principalmente não dá. Eu não recebi e ninguém recebeu formação para lidar com seres que acreditam que falar um palavrão a um professor é algo normal e não passível de punições. Eu não recebi treinamento e formação para lidar com desrespeito e brigas.

    Os colégios onde se vê que realmente as coisas funcionam é quando diretores assumem a responsabilidade. Impõem regras duras aos alunos, punem com rigor indisciplina, cobram dos professores, porém também dos tecnicos administrativos, pessoal da limpeza, alunos, etc. Nesses casos realmente as faltas deveriam diminuir porque há condições de trabalho. Há apoio ao professor. No vídeo que enviei a professora comenta que se envolve demais com os alunos e vai a um psiquiatra uma vez por mês. Ela não precisaria se envolver se houvesse serviço social sério, ou psicólogos na escola, ou o Conselho Tutelar em muitos casos funcionasse. E também não precisaria aí de psiquiatras. Ao menos não por conta de questões de indisciplina, ou de problemas de alunos.

  8. D. Says:

    Dando um pouco mais de detalhe sobre a atuação de bons diretores. São os primeiros a chegar, os últimos a sair, cobram a limpeza no local de trabalho. Zelam pelo patrimônio. Não permitem alunos gazeando (matando) aulas dentro ou fora da escola. Não discutem com professores na frente de alunos. Cobram os planos de ensino dos professores e discutem com esses sobre idéias e propostas. Possuem uma boa base administrativa e pedagógica. Exigem que os horários sejam cumpridos por todos. Exigem o silêncio nas salas de aulas e procuram estar presentes. Assumem de fato a responsabilidade. Ou seja, essas pessoas são as responsáveis em grande medida pelo bom funcionamento da escola. Além de várias outras coisas já citadas.

    É importante estimular a presença dos professores. Entretanto também é importante buscar as causas das faltas. O que está acontecendo com esse professor? Ele é um aproveitador, uma pessoa descompromissada com a educação? O que há? Por que acontece isso? A questão que faz pensar é quando se cobra demais numa ponta e em várias outras segue tudo na mesma.

  9. D. Says:

    Mais um vídeo recente pra ajudar a entender a situação atual dos professores. Curtinho, 7 minutos, do jornal da Globo:

    Os problemas na educação: a falta de motivação dos professores
    http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM984753-7823-OS+PROBLEMAS+NA+EDUCACAO+A+FALTA+DE+MOTIVACAO+DOS+PROFESSORES,00.html

  10. Mauricio Says:

    D.
    exatamente por isso ADORARIA uma confersa.
    Explico:
    1. Não consigo escrever em curto prazo todo um contexto.
    2. Amo discordar e ser automaticamente discordado (logo, esse tempo de resposta do blog me atrapalha). Isso ajuda em nossa construção de argumentação, política, etc…

    Mas não fique achando que sou uma pessoa que não penso em todos os aspectos. É que de alguma forma minha argumentação precisa ser reduzida neste espaço.

  11. Anónimo Says:

    Sem dúvidas há perdas e limites no debate virtual escrito.

    Mas há vantagens também. Dá pra você reler o que escreve, para conferir a clareza do argumento; dá pra você reler tudo que foi escrito pra saber se realmente está respondendo a questão em debate. O bom aqui é que tudo fica gravado, para ser futuramente consultado.

    Quem sabe idéias de dissertações e teses surjam daqui ;)

  12. Daniel Says:

    Aqui Delfim Neto critica a visão economicista da educação:

    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/4/6/por-que-a-educacao

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: