Especialmente nosso problema

Como nenhuma outra geração na história universal, a nossa juventude viveu, rapidamente, uma ruptura extrema de valores. Dentre os milhares de anos em que a civilização humana habitou este planeta, foi há menos de 20 que experimentou a internet, isto sem o que nossa vida perderia grande parte do significado.

As mais variadas tecnologias com as quais cotidianamente convivemos não apenas eram inimagináveis há alguns séculos, mas talvez indesejáveis. Não seria exagero dizer que pela primeira vez nasceu uma geração perdida. Somos uma geração cuja tradição não exitou educar. O conhecimento não se passa mais do passado para o presente. Porque nossos pais sabiam menos do que nós ligar um computador ou um aparelho celular.

Se a ligação entre o passado e o futuro, essa ligação que somos nós, já dificultosamente encontra sustentação no passado, então há uma crise inevitável na tradição. Como usar os velhos conceitos para explicar o presente? Precisamos readaptá-los.

É assim que se vê a ascensão de palavras como a democracia eletrônica, e-service, e-gov, e-commerce e tantos outros. Conceitos assim cada vez mais revelarão o nosso tempo e criarão bases sólidas para uma nova tradição, que só podia ser construída da nossa geração para frente.

Quais as conseqüências sociais dessas novas teorias e ferraemntas? O ensino à distância, por exemplo, seria uma alternativa para melhorarmos o desempenho educacional?

Vejamos o Brasil: um país com avanço educacional muito lento em relação a outros países. Mesmo sendo o país mais rico da américa latina, o Brasil perde para Argentina e para o Chile nos índices de analfabetismo. O mais agravante, no entanto, é o analfabetismo funcional (saber ler, mas não conseguir interpretar o texto). Para cada 10 brasileiros, 7 são analfabetas funcionais. Quantos não são os analfabetos digitais! Eis uma nova preocupação. Mais uma dessas novidades da nossa geração.

Já que o passado não conseguiu nos educar, lancemos mão do futuro. É importante lançar o pensamento para longe. Nem que seja para investigar as possibilidades e conseqüências de uma ação. Este post é dedicado ao Movimento Blog Voluntário, na sua luta contra o analfabetismo digital.

Uma resposta to “Especialmente nosso problema”

  1. Marcos Says:

    O ensino a distância é uma alternativa para melhorar o desempenho educacional, contudo, os cuidados com a infra-estrutura, mas principalmente com professores capacitados e sempre prontos para atender as dúvidas, são fundamentais. Ainda paira certo preconceito e uma descrença quanto aos cursos à distância no país.

    Trabalhei por um período nesta área, monitorando e tutorando alguns cursos. Na instituição onde trabalhei, os alunos tinham atendimento via telefone, email, AVA (ambiente virtual de aprendizagem) praticamente 24 horas por dia, com o apoio de monitores e tutores.

    Muitas vezes, no ensino a distância, os alunos precisam se sentir “próximos” dos tutores e monitores, justamente por não terem aquele contato presencial diário. A assiduidade das turmas aumentava consideravelmente com um simples email motivacional enviado aos alunos, explicando-lhes a importância de ler o material e do ensino a distância na vida deles. Uma atitude simples, mas que rendia um comprometimento muito maior. Houve casos em que isto não ocorria, e claramente foi averiguada uma evasão maior e uma média geral de notas menor, além de atrasos na entrega de provas e atividades.
    Para mim, aquela experiência foi um exemplo claro do potencial do ensino a distância. Mas como nem tudo são flores, assim como no ensino presencial, o a distância tem uma série de problemas. Vide, por exemplo, as reportagens especiais do Jornal Nacional sobre o ensino a distância.

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