2 em 1

Semana concorrida no noticiário, e eu aqui quietinho. Antes que o mês termine, permita-me comentar um pouco sobre os acontecimento no mundo. A começar pelo Michael Jackson, tenho que confessar uma coisa. Não, eu não sou fã dele. É quase o contrário. Eu nem imaginava que ele representava TANTO para uma geração. Talvez a morte tenha mesmo essa característica de mensurar o valor de uma vida, como de alguma forma Hannah Arendt deixa a entender, quando fala sobre a imortalidade. O ato de heroísmo e coragem maior seria perder a vida em nome da imortalidade – algo como Aquiles, que deixou a vida tranqüila, o casamento e a felicidade em nome de uma guerra que lhe trouxesse a morte e a glória imortal.

Michael Jackson significava para mim uma pessoa que trocou de cor e que dançava. Nada além disso. Mas a repercussão de sua morte revela mais. Diz-se que ele vendeu mais discos do que os Beatles. E que a Madonna. Isto impressiona. Muito. Perdido em minha ignorância, eu nem sabia que aquela música (descobri o nome, é Thriller) era de Jackson. O cara representou legal uma geração. Mas não representou a geração dos que nasceram, por exemplo, em 86. Não mesmo. Um ou outro gostava ou tornava-se fã. Outlier. Um deles é meu amigo. Veja aqui.

Mudando de assunto, os escândalos no Senado permanecerão durante alguns meses na mídia. É bacana ter mídia em cima do Congresso, não é? Fiscalizando os representantes, noticiando as decisões políticas. Realmente. Porém – e sempre tem um porém, porque sem poréns a vida seria chata – o jornalismo político continua fraquinho. Já foi pior, é verdade. Mas nossos jornalistas ainda conhecem pouco sobre as instituições. Para dar um exemplo, vejam essa pesquisa. De todas as notícias sobre educação, apenas 3% tocam no assunto “orçamento”.  Eu já vinha notando isso. A cobertura na área educacional é péssima. A maior parte das notícias que recebo do Globo e da Folha são releases enviados por instituições de governo ou universidades. Notícias como divulgação do vestibular. Só a ponta de iceberg.

Seria demais esperar dos jornalistas conhecimentos sobre o jogo federativo, as relações intergovernamentais, a coordenação da política educacional? Creio que não. Quer dizer que eu concordo com a recente desobrigação dos diplomados em jornalismo exercerem a função? Não necessariamente por isso, mas concordo. A formação do profissional é importante, mas não é critério único de avaliação. As declarações dos jornalistas em algumas redações só afirmam o que todos já imaginavam: caiu uma lei que não era cumprida. Mais ou menos na linha desse texto bem formadinho (escrito, aliás, por uma não-jornalista ainda).

Esse post ficou meio que por desencargo de consciência. Michael Jackson e Diploma de jornalistas em um só post, pra não dizer que não falei. Isto porque o Sarney se livrou desse. Não me entusiasmo em bater no Sarney, como o fazem os blogueiros mais populares. Acho que Sarney tomou a decisão errada há alguns meses, quando saiu candidato ao Senado. Ah, se nossos parlamentares soubassem usar o poder do Congresso…

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: