Ao futuro

Não quero expressar pouco sentimento, palavras menores e rasteiras – estas que falam mais ao dizer menos. Não quero piscar para uma lente e inalar suspiros derradeiros esfacelados. Preciso, neste momento, respirar o tempo e sonhar com força. Logo um você bizantino, invulnerável, me cruzará o caminho. Quem oferece um vinho goethe ganha uma conversa espessa. No limiar de ausência, o cogitar – e, tão menos possa, sinto todo um futuro. Eu faço o futuro, desde que seja um futuro teu. O brilho afável e retilíneo da ação: isto é o que existe. De histórias, de sopros de vida, de movimentos humanos são feitos objetos. Mas eles são feitos por mãos, enquanto o futuro é feito por bocas. Palavras, sim, orientam, reluzindo.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: