A vida e a morte

A vida, este ínfemo infinitésimo, percurso entre o duplo mistério do nascimento à morte.

Se vivemos, somos seres errantes em meio a um mundo que nos possibilita sobreviver. Na consciência da vida, buscamos algo além da sobrevivência, buscamos uma vida repleta de significados os mais diversos. Mas a morte acontece.

A morte é o desaparecimento da vida. Por que nos entristecemos tanto frente à morte? Porque entre os seres conscientes da própria vida, a morte significa o apagar de uma combinação genética e cultural completamente singular entre todas as outras. Significa o silêncio de uma fala. Não há remédio contra a morte. O ser que morreu já não é. E o ser que se refere ao morto nada pode fazer senão lembrar a sua vida.

Uma pessoa se torna anjo, porque o sentido de sua vida (o exemplo daquilo que fez e a esperança daquilo que faria) serve como lição para os sobreviventes. Como uma homenagem, estes continuam a obra daqueles que se foram.

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