Reforma no saneamento básico: como e por onde começar.

Sempre que nos dirigimos aos temas do saneamento básico é porque existe algum problema muito grave em discussão. Ninguém passa incólume de uma conversa informal sempre que levantada essa questão pública de primeira ordem.

Existem os que se recusam a debater, pois se trata de um problema tão complexo em sua magnitude e especificidades locais que não mereceria, a despeito de sua relevância, ganhar o centro da mesa de negociações. Mas também há entusiastas, gente que espera colocar o assunto na sua dimensão política de prioridade.

Entre os dois interlocutores, existe o consenso de que estamos muito atrasados. Todos concordam que existe um grave problema a ser resolvido. Em primeiro lugar, saneamento básico não é um problema exclusivamente local. No Brasil, é um problema nacional. Nós estamos falando não apenas de esgotos e favelas e rios com esgoto. Nós estamos falando de saúde pública, da qualidade da água e de uma dignididade muito básica do convívio humano dentro de um País.

Em segundo lugar, vale dizer que existe uma deficiência em nossa Constituição, e isto exige de nós uma reforma constitucional para criar uma destinação própria, já que os recursos da saúde, por razões óbvias, não são destinados para obras e reparos de saneamento básico, como previa o primeiro esboço do SUS.

Deste modo, o saneamento precisa ser resolvido com reforma constitucional, com dotação de recursos públicos para o enfrentamento do problema.

Infelizmente o Brasil não teve ainda, no atual ponteiro da sua história, um acúmulo de bons governantes para resolver boa parte dos problemas que mais do que nunca precisam ser enfrentados.

Não adianta querer resolver o problema pelos Estados, eles estão pressionados. A União precisa estabilizar a economia, e o governo federal está preocupado em sobreviver. Então resta novamente para os municípios brasileiros assumirem o papel de fiadores da democracia.

Neste sentido, parabenizo a Confederação Nacional dos Bispos pela escolha do tema Casa Comum, Nossa Responsabilidade. Este é um grande lema para atravessar o ano de 2016, para quem age com esperança de retirar esse obstáculo que atrapalha a penosa marcha do povo brasileiro.

Na situação em que chegamos, ao ver uma nação moderna perdendo a batalha para uma mísera espécie de inseto transmissor do Virus Zika, será grande a contribuição da Igreja Católica para conscientização e prevenção desse enorme problema que afeta metade da população brasileira.

É uma boa forma de engajar os crentes nessa filosofia da bondade nas ações mais justas, reguladas e bem conformadas às necessidades. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” (Romanos14.17)

arte_portalkairos_cf2016_01

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: