UM PLANO DE REFORMA SOCIALISTA PARA O BRASIL

Para sair da crise, o Brasil precisa de um governo de transição. O impeachment proporciona essa transição necessária, promovendo um novo arranjo com o PMDB. Verdade que o programa econômico do PMDB segue a cartilha do FMI. Isto apenas indica que não haverá paz, mas ao contrário o enfrentamento entre as diversas correntes ideológicas sobre quais os rumos da economia brasileira.

Nada garante uma saída por meio do aumento de impostos, como quer o PMDB. Nada garante que o ajuste dos preços saia das mãos dos mesmos executivos que já definem as taxas bancárias operantes no mercado nacional. A proposta do PT é esdrúxula. O PSDB não se mostra diferente do PMDB. Então restará uma construção social do pacto político.

Para reacender os fornos industriais e retomar o caminho do desenvolvimento, é necessário pensar no longo prazo e planejar as mudanças em setores estratégicos. Para livrar a educação do estrangulamento fiscal, precisamos melhorar nossa economia, priorizar rentabilidade com segurança na política econômica. É possível enxergar claramente a saída da crise econômica, mas para isto ainda resta o empecilho da crise política. Em vez de discutir sobre noticiário policial melhor seria pensar quais empregos haverão nos próximos três anos à disposição dos estudantes secundaristas, mas a agenda socialista caminha entre o sonho e a realidade.

E não adianta romantizar o Estado pensando apenas no aumento da arrecadção das agências governamentais. É hora de pensar sobre o papel do Brasil do cenário global. Já passou da hora de resolver o problema monetário. Não basta um tripé ou uma cartilha internacional. Requer um equipe de primeira linha na criação de valor para nossos produtos dentro de um pacto internacional.

A retomada do crescimento não basta sem a redução da inflação e do desemprego. A nova política econômica precisa responder como vai garantir avanços para os direitos sociais. O reequilíbrio fiscal significa não apenas o pagamento das dívidas, mas também a qualidade das escolas e dos hospitais.

No pacote de reformas do próximo governo, devemos situar o posicionamento socialista não a favor da estatização cega, mas pela adequação do papel do nosso Estado, onde hoje é possível infelizmente enxergar o abuso de poder e a intervenção desnecessária. A reforma do Estado vai se dar pela união das classes populares por uma nova cultura política a partir das próximas eleições.

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