Um caminho da oposição para o governo

Tudo certo, a oposição triunfou no Brasil. É hora de recalcular a correlação de forças a partir de uma nova coalizão. E, espera aí… Defender Michel Temer é convir com impunidade! Ou seria válido, neste momento de transição, testar a capacidade de governança em contexto de fraude eleitoral? Entre essas duas questões devemos ponderar a capacidade de aliança com a oposição, que sai triunfante das ruas.

Desnecessário da parte do governo Dilma abusar de medidas protocolares frente ao Supremo Tribunal Federal – STF. Mais uma vez, o momento de indecisão gera o sentimento de desconfiança em relação aos três poderes. Logo vão chamar o Supremo para decidir até a forma de comemoração após a vitória da oposição.

O discurso da reforma política pode voltar à baila, que tal? Mas, colegas de reflexão, dificilmente colheremos frutos tão maduros como os já conquistados com o debate feito recentemente. A proibição de financiamento de Pesoas Jurídicas para campanhas eleitorais, medida esta que visa a moralizar as campanhas, ampliando a competitividade do sistema eleitoral democrático brasileiro, passará pelo primeiro teste em 2016. Restando, assim, a seguinte pergunta: quais as melhores opções de mudanças institucionais?

É claro que a mudança política de maior envergadura ocorrerá na troca de governo. Com o afastamento de Dilma Rousseff (PT), continuará todo o ambiente pesado de governança. As reformas para sanar os problemas econômicos não permitirão tantas margens de manobra para o futuro Presidente. Diversas medidas impopulares deverão ser tomadas.

Vamos lembrar para não esquecer: Santa Catarina, terceira listada para descarregar os votos a favor do andamento do processo de investigação da Senhora Presidente da República. Infelizmente nosso Estado passou a contestar judicionalmente a dívida com a União. É a forma como o Centro Administrativo se despede da aliança com o Palácio do Planalto…

O posicionamento de Santa Catarina frente aos desafios fiscais brasileiros deveria ser outro. É claro que Santa Catarina precisa reencontrar o seu discurso frente ao atual debate de repactuação federativa. Deveríamos, para ser preciso, assumir os erros de participar de uma aliança tão nefasta. Além disso, os sul-catarinenses já sentem a falta de cuidado com as políticas sociais.

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