Archive for the ‘Economia’ Category

ALÍVIO E EXPECTATIVA RENOVADA

21 Novembro, 2016

Faz um bom tempo que não escrevia para o blog. O último artigo foi ainda antes das eleições. Estive escrevendo para outros espaços, andei colocando minhas ideias por aí… mas nada como este querido blog, onde gosto muito de publicar.

Muitos de vocês já sabem que eu fui candidato a Vereador de Urussanga. Desde então andei pensando muito sobre a política da cidade e a economia brasileira. Esta preocupação com a volta do crescimento é uma vontade de retomar os trilhos aqui no Brasil.

Demonstrators open a Brazil's flag in front of the National Congress during a protest in Brasilia, Brazil, Wednesday, June 26, 2013. The wave of protests that hit Brazil on June 17 began as opposition to transportation fare hikes, then expanded to a list of causes including anger at high taxes, poor services and high World Cup spending, before coalescing around the issue of rampant government corruption. (AP Photo/Eraldo Peres)Ações de porte administrativo, que ampliem as oportunidades dos cidadãos sem onerar os cofres públicos, seriam bem vindos para a cena pública brasileira.

Então vamos lá, mais um artigo de economia, mais uma reflexão sobre economia política. Espero que possam deixar suas contribuições nos comentários.

Chegando o mês de dezembro percebemos dois vetores impulsionando a definição dos rumos políticos no Brasil: a pressão de um setor da sociedade em favor do combate à corrupção e a expectativa dos agentes econômicos pela estabilidade das condições para o investimento.

Em um cenário otimista, o governo Temer – em consonância com os Governadores – passaria a anunciar uma sequência de ações constantes para ampliar a efetividade do Estado brasileiro.

UMA NOVA AGENDA POLÍTICA

A retomada de uma parte das obras rodoviárias deixadas pelo governo anterior foi uma grande ação, assim como o governo também acertou em tirar da gaveta a reforma do ensino médio.

Para resolver os problemas econômicos, no entanto, Temer precisa de mais ousadia. Hoje a sociedade brasileira está aberta para receber recados doloridos, a exemplo da reforma previdenciária.

É preciso diminuir as isenções fiscais, mas é preciso também reduzir os impostos. O que se busca hoje é a organização da casa, com mais economia.

CRÍTICA AO GOVERNO TEMER

temer-sentado

A crítica ao governo Temer pode levar em conta diversos pontos de consideração, mas é inegável que o populismo de esquerda agora foi substituído por uma lenta transição democrática tendo vista a volta da legitimidade governamental.

Este governo de Michel Temer é mais responsivo do que o anterior, visto que Dilma Rousseff fazia coro a alguns segmentos minoritários sem necessariamente responder com ações concretas. O problema é que ele não possui o mesmo crédito farto do governo anterior.

Para suprir as carências dos novos agentes políticos, o governo federal precisará emitir mais dívidas, o que requer credibilidade para assumir novos compromissos na situação de insolvência das contas atuais e futuras. Será um governo altamente influenciado pelos humores da sociedade.

Apenas com muita dificuldade ele atingirá seus objetivos. O presidente Temer precisará de um acúmulo de credibilidade política para executar ações de crédito aos municípios.

MERCADO INTERNO

Diante da baixa liquidez da moeda norte-americana no mercado internacional, efeito da nova política industrial dos Estados Unidos, é provável que haja queda no comércio internacional.

As mudanças no mercado brasileiro pós-recessão de 2014-2016 abrem o leque de oportunidades para o investimento na indústria brasileira sobrevivente e bem posicionada para atender as demandas regionais.

Em resumo, a inteligência da equipe econômica está não mais em arriscar o caminho predileto para alavancar nossas empresas internacionalmente, mas em reorganizar as estruturas desmontadas de produção para abastecimento de um Brasil com tanto espaço para crescer.

Para cumprir o seu compromisso com a eficiência, o governo Temer, cujo futuro ainda está aberto, terá de equilibrar o jogo de interesses em favor dos grupos anti-corrupção.

CAMINHOS PARA 2017

energia-eletrica

No plano político, estamos defrontando o discurso intervencionista, que encontra roupagens conservadoras do segmento anti-democrático.

O grande perigo é conseguir incluir na decisão orçamentária os órgãos de controle sem tornar-se refém do corporativismo típico desses órgãos nos âmbitos estaduais.

Viveremos em um País voltado para mudanças. Serão tempos de empreendedorismo e muita cobrança sobre os governos eleitos.

O Brasil deverá passar a se preocupar mais com os elementos fundamentais da vida coletiva, ou seja, com os postulados do nosso contrato social pela democracia e pela estabilidade econômica, conforme destacamos no livro Discutindo 10 Desafios Fiscais do Brasil.

Isto não significa que as causas minoritárias perderão o fôlego, mas agora elas terão de conviver com bandeiras fiscalistas de um novo setor da sociedade, com a formação de grupos de pressão majoritariamente republicanos.

Devemos crescer 0,6% pelas comparações que andei fazendo, reunindo projeções de amigos economistas e lendo as cartas da Conjuntura Econômica.

A soja, nossa principal pauta de exportação, felizmente alcançará a safra recorde devido, em primeira razão, às condições climáticas de chuvas antecipadas, aumentando a produtividade.

soja

É um enorme alívio a troca de equipe econômica no governo brasileiro, mas a solução está na criação de empregos, o que depende muito da confluência política entre os novos prefeitos eleitos e os empreendedores locais.

Enxergo que as uniões empresariais deverão estar mais ativas, pois investimentos estratégicos raramente saem de uma mão só. A criação de uma visão comum de crescimento para os empreendimentos locais, é por aí que eu pretendo navegar.

ferrovias

6 Março, 2012

O desenvolvimento das ferrovias é algo que fica ali por muito tempo, é uma contribuição de longo prazo pra toda a economia (na sua mais árdua infraestrutura: a distribuição da produção). Acho muito bem vinda essa ideia que vem se fortalecendo do governo articular investimentos pra melhorar o setor. Uma boa maneira de aproveitar a fartura dos nossos reais.

por fora da oikos

11 Julho, 2010

Nada além daquilo que você já sempre desconfiou. Lá e cá os cruzadores marítimos profetizaram as tantas palavras que lhos lá lá lá. Pensei não, mas sim. Pensei não ser eu o ser a respirar fundo diante dessa emborecida questão, mas sim. Pensei ser ja-mais necessário explicar-lhe de pronto q’economia diretamente ela não determina sem mais aquelas outras esferas da convivência humana, mas não. Pensei ser desnecessário eu, um pensador doutros pensamentos, um rubricador do tratado da liberdade: eu, um fenótipo do wordpress, explicar-lhes o que há de ser. Pensei não, mas sim. Pensei que não lhes requeria dizer: oi, mas sim, sempre sim, eu cá lhes venho dirigir a palavra para um pequeno novo já sempre diálogo, e assim sim.

Que há de errado entre aqueles que, dentro do conjunto de sentenças econômicas, crêem na economia como força motriz determinante sobre qualquer que seja a esfera de convivência humana?

Para alguns desses homens, onde quer que esteja, o homem estará no mercado e sempre amém, de modo que, produzindo ou consumindo, este é o homem que vive em lugar em cuja água não existe fora de um sistema bem ordenado de preços, senão medido pela inflação torrencial, certamente controlado pelos oligopólios matitudinais ou por que não: good evening. Um homem, não, um detentor de emprego, conduzido pelos estímulos sensoriais das promoções planejadas para serem avaliadas para serem replanejadas para serem avaliadas e assim por diante até que esse homem detentor de emprego pereça nalguma organização funerária qualquer.

Nada além daquilo que você já sempre desconfiou. Lá e cá os navegadores portugueses profetizaram as tantas palavras que lhos lá lá lá. O único problema do economista é que, sendo economista, desconhece o que mesmo significa a oikos-nomia.

Nada mais e agora?

again

2 Junho, 2010

Depois dos gritantes erros metodológicos da pesquisa sobre produtividade no setor público, apontadas aqui, eis que o Ipea novamente ganha a luz negra da discussão, após o estudo sobre capacidade dos aeroportos. A pesquisa é esta e a crítica mais forte é esta. Detalhe que estamos diante do governo federal criticando governo federal, o que é natural e saudável, na minha visão. Fica a dúvida sobre o que está acontecendo com o Ipea, este instituto da maior importância, este tradicional cérebro do planejamento federal, que ganhou ainda mais fôlego no governo Lula. Como funciona o procedimento interno? Há uma espécie de banca para qualificar as pesquisas e reorientá-las, nos moldes de programas de pósgraduação? Sei não. Mas devia ter. Porque as pesquisas do Ipea são influentes, ganham a mídia com facilidade -na assessoria de imprensa são eles eficazes – para o bem e para o mal. Será que o Instituto tem metas apertadas e está publicando pesquisas a toque de caixa? Ou não, ou será que os economistas da velha guarda simplesmente são relapsos com metodologia e coleta de dados? Esta seria o pior dos quadros.

Paradoxo da competição

4 Novembro, 2009

A Karl Polanyi

Livre-merado é a utopia de um mercado sem regulações institucionais. É o sonho de um espaço de trocas de mercadorias (produtos, serviços, dinheiro) em que os atores econômicos – ausentes dos constrangimentos de leis, governos e corporações – possam competir entre si. Supõe-se que a alocação natural dos recursos, em um tal mercado, levaria a uma melhor distribuição dos bens. Isto diz, no canto do ouvindo, que haveria abundância e igualdade de riqueza entre os players do game. Ao nível teórico, a tese é contestável. Ao nível empírico, jamais teremos dados para verificá-la. Não passa de uma u-topia ou de um modelo matemático. O livre-mercado existiria apenas em condições artificiais: precisaria de quem regulasse a não-regulação, ou seja, de quem impedisse as instituições de regularem os competidores. Mas esse alguém não competiria? Parece evidente que, se o competidor é estrategista, se ele é “racional”, nos termos da microeconomia, não gastará tempo impedindo a regulação. Ao contrário, usará a regulação a seu favor, desviando dos constrangimentos e manipulando-os contra seus adversários. Por isso, aquele que defende o livre mercado não é, ele mesmo, um bom competidor. Se, por algum motivo, alguém fosse capaz de instituir um livre-mercado, essa pessoa não poderia competir. Deveria, ao contrário, lutar e garantir a ausência de regulação, pois, do contrário, deixaria a regulação livre para voltar à cena. Livre-mercado é como um princípio e um fim, como o reino comunista, dessas coisas jamais existentes, mas orientadoras de alguns espíritos bem assombrados.

Sobre o Prêmio Nobel

13 Outubro, 2009

Papai Nobel distribuiu seus prêmios para a imortalidade de alguns mortais. Momento de festa. Só que neste ano, uma festa tão mais invejada e criticada. Surpresa maior foi Obama vencedor do prêmio da Paz. Banalizou o prêmio, mas foi politicamente interessante. Nas sempre belas palavras de Saramago encontrei a melhor definição da oferenda: foi, a bem da verdade, um “investimento” no presidente com maior peso nas negociações internacionais. Quer queiram quer não, um dia nós admitimos que o atual globo terrestre fosse divido por estados nacionais. E assim a história vem caminhando em um ritmo considerado legítimo, ainda que muitos consigamos acompanhá-lo somente com ajuda de psicoterapeutas. O prêmio de literatura também espantou os críticos de plantão. Muitos dentre melhores nem sequer haviam lido a senhora Herta Müller, aguçando ainda mais a curiosidade para, enfim, conhecer sua obra. Deixemos de lado os outros prêmios, pois vim aqui para falar do prêmio de economia. Não para falar muito, e sim para deixar registrado um sentimento de ausência. Desta vez não um, mas dois economistas do estilo “institucionalista” ganharam o prêmio Nobel. É a primeira vez que vi ganhá-lo um autor já citado por mim. Apesar de surpreso e, até diria feliz, fiquei com uma impressão sinceramente, sei lá, vazia. Legal o trabalho de Ostrom: pesquisas redondinhas, cientificamente rigorosas e relevantes. Mas um olhar mais geral não aponta nenhuma inovação teórica. É mais do mesmo. Digo isto apenas no sentido amplo, sem desmerecer o trabalho dos vencedores. Porque o chamado neo-institucionalismo é um acréscimo tão pequenino na teoria econômica, que… ok. Possibilitou um montão de pesquisas empíricas novas e importantes e tudo mais. Mas vejam: os atuais vencedores nem foram os primeiros laureados com o Nobel a utilizar a teoria neo-institucional. O Nobel é só isso?

Talvez porque, antes, eu desconhecia antecipadamente os ganhadores, permanecia neles alguma cortina mística de genialidade. Talvez. Eu é que não deveria esperar tanto de um prêmio Nobel. Seu propósito nunca foi outro senão conferir honrarias à contribuição científica paradigmática. Pode ser que as grandes transformações científicas jamais sejam laureadas com um Nobel. E que bom que existe um Nobel. Tem mais é que incentivar os engenheiros da ciência.

45 anos de Ipea

14 Setembro, 2009

Nesta quarta, no auge de sua decadência, para usar uma expressão evidentemente provocativa, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada completa seus 45 anos existência institucional. Devido às recentes falhas metodológicas, a data comemorativa não poderia ser a pior. Em 1964 fora essa instituição uma das primeiras crias do governo militar. Ainda hoje continua prestando serviços de valor inestimável ao país. Contribuíram com as pesquisas aplicadas boa parte dos melhores economistas brasileiros, como revela este belo estudo documental. Vejo, no entanto, que é hora de buscar maior interdisciplinaridade, para que erros absurdos como aquela comparação de produtividade sejam evitados. Que o próximo presidente afaste o Ipea da influência política! Que seus estudos estejam sempre abertos à crítica científica! – posto que ciência nenhuma é axiologicamente neutra. O papel dessa instituição não é advogar pelas políticas públicas, mas fornecer informações confiáveis aos decisores – estejam eles no executivo, no legislativo ou mesmo em grupos externos ao aparato burocrático. Vida longa ao nosso Ipea.

Produtividade no setor público e no setor privado, a pesquisa do IPEA

25 Agosto, 2009
Fonte: agenciasindical.com.br

Fonte: agenciasindical.com.br

A FENEAP e  boa parte da mídia divulgaram a recente pesquisa do IPEA sobre a produtividade nos setores público e privado. Os resultados espantaram o leitor atento: em 2006, o Estado foi 46% mais produtivo do que o mercado. No entanto, há um erro de concepção sobre a produtividade. Tal erro considera a arrecadação de impostos como um fator que contribuir para a produtividade, pois faz referência ao faturamento industrial. Este é um exemplo de metodologia equivocado que produz uma pseudo-ciência. O Ipea chama de conhecimento algo que não passa de uma pesquisa experimental, adaptando metodologia do setor industrial para uma área em que o faturamento não significa produção, ao mesmo tempo em que o corte de funcionários não significa aumento de produtividade.

Marcio Pochmann assumiu que:

Produtividade = Execução Orçamentária / Ocupação do Trabalho.

Ou seja, ele tentou de modo equivocado transpor o conceito da economia industrial para a complexa realidade dos serviços públicos. Disso concluiu e divulgou para mídia despreparada que Estados que buscaram modernizar a gestão, como Minas Gerais, foram menos produtivos.  Eles erraram. É possível medir a produtividade real do governo mineiro sob diversos outros ângulos. No serviço público, o produto muitas vezes é dependente da performance do funcionário, no momento da prestação do serviço.

O fato é que tanto Estado como o Mercado são dois espaços gigantescos de produção e repletos de setores cujas especificidades de maneira alguma podem ser compiladas em pacotes, e esses pacotes nem menos podem ser ancorados sobre uma balança para compará-los.

Um Estado que demanda mais segurança pública ou educação, por exemplo, certamente requer mais funcionários do que um Estado cujo dilema é incentivo ao desenvolvimento turístico. Não é como uma indústria. A questão não é lucro versus número de funcionários, nem Execução da Receita versus Servidores Públicos, como sugerido pelo IPEA.

O raciocínio de Pochmann (quanto menos funcionários e mais execução orçamentária, tanto mais produtivo é o Estado) não é válido. O proposto indicador de produtividade não é útil para nada, não é parâmetro de comparação com nenhuma outra informação; eis, portanto, vazio em seu significado: uma armadilha numérica. Não importa que tenha coletado os dados sobre a ocupação de trabalho no setor público do IBGE, pois a pesquisa está equivocada desde sua concepção, desde o esquema “Orçamento Executado / Número Funcionário = Produtividade”.

A repercussão da notícia em uma série de listas de emails e comunidades virtuais, a meu ver, reflete a falta de senso crítico na leitura, até mesmo de universitários capacitados em áreas de ciências sociais aplicadas. Sinaliza também (não esqueçam!) a irresponsabilidade de um instituto oficial divulgar uma tão descabida pesquisa.

Upgrade: A discussão se expandiu para o blog da jornalista Miriam Leitão, aqui. Confira o que o técnico do Ipea revela nos comentário de um outro blog, de Cristiano Costa. Neste fórum, a confusão na discussão continua aparente.

Upgrade 2: Equipe do Senador Tasso Genro entra no ringue.

Petrobrás deixará CPI mais forte

13 Julho, 2009

A gigante petrolífera do mercado (e também da máquina administrativa do estado) brasileiro, a nossa Petrobrás, vive seus dilemas próprios. Ser uma empresa estatal significa possuir privilégios, mas também alguns custos. Regalias políticas e orçamento público de um lado, controle político e burocrático, de outro.

Mas essa história de bônus e ônus não deveria se aplicar ao recente caso da isenção fiscal, em que o Min. da Fazenda demitiu uma funcionária da Receita Federal por ter multado a Petrobrás, quando descobriu que esta alterou o regime contábil em pleno exercício.

Do ponto de vista do mercado, não é possível dizer que a Petrobrás sairá fraturada com a CPI. É evidente, não existe atratividade a curto prazo. As ações demonstram quedas desde os rumores iniciais. No entanto, a longo prazo, nossa petrolífera se verá fortalecida.

Depois de tanto noticiário, é melhor que se instale de uma vez por todas a CPI. As dúvidas geradas precisam ser devidamente respondidas. Vejamos por esse lado: uma CPI é quase que uma auditoria externa gratuita. Governança e transparência apontam para credibilidade e estabilidade, pouco do que o mercado procura. A CPI é uma oportunidade para Petrobrás demonstrar solidez e afirmar por que é a maior empresa da América Latina.

É fim do vestibular

6 Abril, 2009

Como nunca antes vi igual, este mês de abril será efêmero. Ambos os dois feriados serão encostados em finais de semana. A Páscoa, na sexta, e Paixão de Cristo, na quinta, iniciam o primeiro vácuo em nosso calendário produtivo, que rege a orquestra dos maquinários em ocidentais. E, logo depois, 21 será a data de homenagear o dentista mais famoso do Brasil. 2009, portanto, foi configurado de tal modo, que Tiradentes será numa terça-feira. E assim mal começou o mês, e já avistamos seu fim.

Que resta para discutirmos em um tão passageiro mês? Além da crise nas finanças globais, um assunto que, a despeito da relevância, cansou, gostaria de pautar aqui no blog as questões educacionais. Não só porque o post abaixo começou a gerou um proveitoso debate – o que nos parece indicar a seta exatamente para o pólo da educação. Devemos discutir o assunto em razão da ousada, acho que podemos assim a qualificar, proposta do ministro da educação. Para quem está desatualizado, é o momento de googlar sobre o Enem, a melhor das avaliações já realizadas pelo Mec.

Imagino que vocês, assim como eu, tenham franzido o nariz: Ihhh, lá vem esse Haddad fazer o que não sabe… Calma lá! Vamos aproveitar este abril tímido, para analisarmos friamente a proposta super interessante de acabar com os vestibulares nas universidades federais.