Archive for the ‘Política’ Category

O PÊNDULO DA ESQUERDA: LULA OU ALCKMIN?

25 Outubro, 2017

A falta de uma leitura realista da conjuntura política por parte dos partidos de esquerda está causando um fenômeno interessante, que é o retorno do PSDB à esquerda. Entendam.

Ao insistir no discurso lamentoso de golpe de Estado, a maior parte dos líderes da esquerda brasileira concede hegemonia discursiva para o grupo que estava no governo afastado. Neste caso, o PT é naturalmente o partido oficial sobre os demais grupos da esquerda brasileira, ou seja, sobre aquela esquerda que estava fora do governo mas concorda com a tese petista de golpe. É neste sentido que muita gente diz que o PSOL, por exemplo, é um puxadinho do PT.

Neste cenário, Lula seria o candidato ideal – a grande vítima de um suposto golpe. O problema é que essa narrativa não é aceita pela gigantesca parcela da população brasileira que defendeu o afastamento de Dilma. Isto levaria a uma grande derrota da esquerda nas eleições de 2018. A novidade agora é a guinada à esquerda de Geraldo Alckmin.

Se ele conseguir agregar novos atributos, como um plano econômico desenvolvimentista, pode ocupar um novo espaço eleitoral, que é o eleitor de esquerda insatisfeito com os erros do PT. Em um momento marcado pela ascenção do discurso conservador, não será difícil para Alckmin encontrar espaço na esquerda. Ele seria muito mais humanista e progressista que, por exemplo, um Bolsonaro.

Considerando que o eleitor brasileiro possui grande tendência de eleger um candidato de centro, eu acredito que o governador de São Paulo está com as melhores chances de ser o protagonista vencedor das próximas eleições presidenciais. Ele não faz o jogo da direita radical nem da esquerda lamentosa. Está livre para dialogar tanto com setores marginalizados tanto com os segmentos econômicos do comércio e da indústria.

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POR UM NOVO BRASIL

3 Setembro, 2016

Diante do atual momento político de nosso País, chegou a hora de nos unirmos em prol de uma nova história para todos nós. Os sonhos de um Brasil democrático não devem ser abandonados. O povo brasileiro é batalhador.

A tristeza de ver os conflitos nas ruas, quando mais precisamos de foco para sair do atoleiro da inflação e do desemprego. Vamos avante por uma cultura de seriedade nos assuntos públicos.

Com fé na humanidade, vamos abraçar quem pode unir-se à escalada do desenvolvimento. Somente com a superação de antigos problemas vamos andar para frente com a firmeza esperada para recuperação nacional.

A dignidade da política deve ser resgatada. O momento exige a afirmação dos verdadeiros valores republicanos. ilusões, vaidades e egoísmos devem ser repelidos pela afirmação da civilidade moral.

Com o exercício da virtude atingiremos o hábito da cidadania.

Um caminho da oposição para o governo

15 Abril, 2016

Tudo certo, a oposição triunfou no Brasil. É hora de recalcular a correlação de forças a partir de uma nova coalizão. E, espera aí… Defender Michel Temer é convir com impunidade! Ou seria válido, neste momento de transição, testar a capacidade de governança em contexto de fraude eleitoral? Entre essas duas questões devemos ponderar a capacidade de aliança com a oposição, que sai triunfante das ruas.

Desnecessário da parte do governo Dilma abusar de medidas protocolares frente ao Supremo Tribunal Federal – STF. Mais uma vez, o momento de indecisão gera o sentimento de desconfiança em relação aos três poderes. Logo vão chamar o Supremo para decidir até a forma de comemoração após a vitória da oposição.

O discurso da reforma política pode voltar à baila, que tal? Mas, colegas de reflexão, dificilmente colheremos frutos tão maduros como os já conquistados com o debate feito recentemente. A proibição de financiamento de Pesoas Jurídicas para campanhas eleitorais, medida esta que visa a moralizar as campanhas, ampliando a competitividade do sistema eleitoral democrático brasileiro, passará pelo primeiro teste em 2016. Restando, assim, a seguinte pergunta: quais as melhores opções de mudanças institucionais?

É claro que a mudança política de maior envergadura ocorrerá na troca de governo. Com o afastamento de Dilma Rousseff (PT), continuará todo o ambiente pesado de governança. As reformas para sanar os problemas econômicos não permitirão tantas margens de manobra para o futuro Presidente. Diversas medidas impopulares deverão ser tomadas.

Vamos lembrar para não esquecer: Santa Catarina, terceira listada para descarregar os votos a favor do andamento do processo de investigação da Senhora Presidente da República. Infelizmente nosso Estado passou a contestar judicionalmente a dívida com a União. É a forma como o Centro Administrativo se despede da aliança com o Palácio do Planalto…

O posicionamento de Santa Catarina frente aos desafios fiscais brasileiros deveria ser outro. É claro que Santa Catarina precisa reencontrar o seu discurso frente ao atual debate de repactuação federativa. Deveríamos, para ser preciso, assumir os erros de participar de uma aliança tão nefasta. Além disso, os sul-catarinenses já sentem a falta de cuidado com as políticas sociais.

ALERTA: DEMOCRACIA EM RISCO

14 Fevereiro, 2016

Depois de muitas e muitas lutas pelas conquistas democráticas, ninguém sonhava que um partido dos trabalhadores arquitetaria um mega projeto totalitário de corrupção e aparelhamento das instituições públicas. Pior do que isto foi a banalização da cultura política em seu estágio mais fundamental a partir de manipulação da juventude aos moldes terroristas, transformada em propagadora de mentiras e desvios de foco para interesses secundários. Eis o projeto do nazipetismo.

Não precisamos nem falar do desastre econômico. Um verdadeiro desmoronamento, um completo caos. BNDES, fundos de pensão, Petrobras, Eletrobras são apenas alguns exemplos de instituições saqueadas (não resta outra palavra), com desvios de recursos para o nazipetismo. Em 5 anos de governo Dilma, nossa economia se reduziu de R$ 2,675 trilhões para R$ 1,295 trilhão. Não vou me alongar, pois imagino que o leitor já tenha noção do que significa encolher pela metade a economia de uma nação em 5 anos de catastrófico governo.

Acontece que o maior problema do Brasil está longe de ser apenas a crise econômica, que de fato existe e é muito grave. O maior problema do Brasil é político: o rastro que está sobrando do nazipetismo. Este partido extremamente autoritário utilizou das mais violentas e deprimentes formas de dominação para empreender seu projeto de corrupção, longe de qualquer compromisso com a verdade ou com valores republicanos.

Diversas vezes mudaram o discurso para melhor se adequarem ao contexto da opinião pública. A paisagem ideológica durante esses 13 anos de poder passou da redução da miséria para união latinoamericana; do nacionalismo econômico para o mais recentemente projeto liberal de proteção ao sistema financeiro.

Os brasileiros estavam adormecidos, talvez anestesiados. Não reparavam a destinação para uso privado dos recursos públicos, à mostra nos portais do próprio governo federal, por exemplo o dispêndio de R$ 6.532,05 do Tesouro Nacional para contratação de transportadora de bebidas para o sítio em Atibaia do sócio do ex-Presidente Lula, que (apesar disso) considera-se o mais honesto dos brasileiros (segundo suas próprias palavras dissimuladas).

O problema é muito maior do que este caso do sítio em Atibaia. Evidentemente ele é apenas a ponta do Iceberg. Nós assistimos a mais de uma década de um absurdo descaso com qualquer noção de eficiência e de responsabilidade no trato com o sagrado dinheiro público.

Proveniente de aumento inesperado da arrecadação tributária (fruto do boom de commodities), muito dinheiro foi injetado nas Universidades Federais, principal núcleo de proteção da cultura política de ódio fomentada pelo nazipetismo.

As Universidades Federais, que antes eram instâncias autônomas em favor da democracia, passaram a se subordinar aos interesses de um governo totalitário. Visível para todos que frequentam uma Universidade Federal foi ver seus ideólogos, por mais de uma década, no papel de amplos defesores incondicionais do nazipetismo.

Dispensemos menção a instituições sem autonomia, como IPEA, CGU, Procuradoria Geral da República. Estas foram completamente aparelhadas.

O ambiente político brasileiro atualmente está completamente contaminado por violências verbais. As pautas urgentes estão completamente paralisadas. O contágio nazipetista atingiu as casas legislativas e penetrou todos os níveis federativos.

Não foi em vão que um Senador da República chegou ao ponto de esquematizar uma rota de fuga para um delator que vem denunciando parte da corrupção. Pessoas que até pouco tempo eram consideradas como grandes líderes do governo, como a ex-Senadora Ideli Salvatti, hoje estão fora do País ou alocadas em funções praticamente escondidas.

Assim como acontece com a Presidente da República, nós hoje temos os presidentes das duas altas casas legislativas abarrotados por denúncias contra as quais não conseguiram esboçar a mínima defesa. Por sua vez, os governadores estão adestrados para obedecer a lógica de recompensa federativa, recebendo recursos da União para eleger seus apadrinhados.

Não bastando os já muitos problemas, também o descontrole gerencial das políticas sociais conseguiu grande feito de provomer uma nova epimedia nunca vista na história mundial. Além de pagar muito mais impostos, agora os brasileiros precisam se proteger de mosquitos malignos que foram se multiplicando devido ao total desinvestimento em saneamento básico, num contexto vulnerável e atrasado.

Essa maneira totalitária de impor sua inculta vontade por meio de estratagemos de manipulação das massas é muito semelhante aos artefatos nazistas de controle estatal da sociedade.

Nosso ambiente democrático, que deveria estar florescendo, com a ampliação dos direitos de nossa Carta Magna, está, ao contrário, afundando – a ponto de transformar uma não planejada intervenção militar em objeto de desejo de parte da população.

Uma verdade está se formando no imaginário brasileiro, a de que sempre existe grande deslealdade e mal caratismo por trás de um petista e de seus aliados. É a pura percepção do nazipetismo.

A forma sectária de agir dos petistas, buscando isolar, excluir e bloquear seus adversários, conduziu o País para uma infeliz radicalização, que resulta a descaracterização da própria democracia, descontruídos seus pressupostos de pluralidade e de respeito ao próximo.

Violentar a cultura democrática, destruir a economia e colocar em risco a vida da população são marcas inalienáveis do nazipetismo. Deste modo, o brasileiro está hoje emigrando, pois não encontra meios para sobreviver, e muito menos enxerga perspectivas para sair da situação surreal à qual foi recentemente empurrado.

Resta um problema que ainda não foi percebido claramente pelos analistas políticos, que é a permanência de um enomre contingente de militantes convictos do nazipetismo. São pessoas zumbis. Elas foram cegadas pela ideologia da mesma forma que terroristas do Estado Islâmico. São pessoas que vão buscar infiltração nos outros partidos da democracia, e assim dar continuidade ao projeto totalitário ao qual foram treinadas.

Não vão desistir. Em nome de bandeiras progressistas aparentemente corretas, mas sobretudo manipuladas pelos seus líderes, esses jovens nazipetistas vão desviar o foco dos debates estratégicos, a exemplo do que aconteceu durante o estelionato eleitoral de 2014.

Por bem, existe um grande sentimento de unidade popular em favor do resgate democrático e do seu consequente afastamento do nazipetismo. Nós, cidadãos honrados e portadores de capacidade de interpretar com lucidez o atual retrocesso democrático, precisamos ter clareza sobre nossos próximos passos.

Precisamos mais do que nunca buscar união com gente de confiança para enfrentar uma longa batalha. Os guerreiros do Brasil não serão apenas os militares, mas também os civis democratas. Ao contrário do que dizem, as Forças Armadas não possuem atualmente um plano de intervenção. Nossa disputa precisa ser institucional. O momento requer grande vigília por parte dos cidadãos mais capazes de ajudar no processo de resgate da nação brasileira.

exercito

A boa vida

9 Maio, 2012

A origem é como um milagre, pois contraria a certeza aparente. Do fluxo eterno do Universo vem à luz o Planeta Terra – contendo água, árvores, animais. E, assim, da vida inorgânica da natureza se origina a vida orgânica. Uma vida não é apenas movimentada por forças externas. Vivo, um organismo se movimenta, como se possuísse um motor interno.

De repente, uma vida adquire consciência de si. Esta é a vida humana: uma improvável combinação de material orgânico situado num improvável ambiente planetário. Esta vida, a vida humana, atribui significados. Este detalhe – aparentemente banal para nós, homens, que assim vivemos cotidianamente – possibilita a improvável reflexão sobre a própria vida. Então, a sobrevivência – típica dos seres vivos – passa a ser entendida como um pressuposto, e não como a finalidade. Ressignificando a vida, o homem engendra um edifício de pensamentos. Encontra uma alma por trás da vida, encontra a noção ética por trás da ação, encontra o conhecimento por trás do pensamento – de modo que a vida já não basta: queremos a boa vida.

Torna complexa a busca pela bondade a condição social inerente à vida humana, porque a qualidade ética, então, precisa, por um lado, buscar o sentido do Bem na esfera pública, mas precisa também, por outro lado, entregar o sentido do Bem na organização da sociedade e na produção da bondade que beneficia essa organização.

Ao futuro

10 Abril, 2012

Não quero expressar pouco sentimento, palavras menores e rasteiras – estas que falam mais ao dizer menos. Não quero piscar para uma lente e inalar suspiros derradeiros esfacelados. Preciso, neste momento, respirar o tempo e sonhar com força. Logo um você bizantino, invulnerável, me cruzará o caminho. Quem oferece um vinho goethe ganha uma conversa espessa. No limiar de ausência, o cogitar – e, tão menos possa, sinto todo um futuro. Eu faço o futuro, desde que seja um futuro teu. O brilho afável e retilíneo da ação: isto é o que existe. De histórias, de sopros de vida, de movimentos humanos são feitos objetos. Mas eles são feitos por mãos, enquanto o futuro é feito por bocas. Palavras, sim, orientam, reluzindo.

valores

13 Março, 2012

A melhor coisa do mundo: diálogo. A pior coisa do mundo: violência. A violência anula o diálogo, porque o diálogo pode acontecer somente sem violência. O diálogo constrói belos projetos, mas a violência os destrói. O diálogo requer igualdade; já a violência é o sinal da desigualdade. A violência corresponde à barbárie na mesma medida em que o diálogo sinaliza a nobreza. Não existe violência legítima, porque a lei é uma construção da palavra, e não da brutalidade. Quando Max Weber disse que o Estado é o detentor do uso legítimo da violência, ele já estava supondo um novo conceito de legitimidade que aceita a violência dentro de si. Este é um conceito que se enquadra com mais realismo dentro dos fenômenos modernos. O preço disso é abandonar o princípio da igualdade entre os homens – aquele mesmo princípio que fundou a civilização que a nossa história conhece. Isto representa a corrupção não apenas do amor ao outro, mas também do amor a si próprio. A mesma coisa pode ser dita sobre a relação entre amigos ou entre casais. Quando a violência vence, os dois perdem. Já o diálogo sincero é o remédio para todos os problemas. Mas se aceitarmos que a sociedade é um agrupamento de sobreviventes ou, na versão sofisticada, um salão onde as pessoas vivem mascaradas, então o diálogo não acontece. Neste caso, a comunicação aparece em forma de sinais ambíguos; é um mundo governado pela confusão e pela falta de referências. Por outro lado, é plenamente possível que as pessoas vivam de outra forma. Buscar a pureza da fala me parece um caminho destinado a salvar, pelo menos, a esperança.

higivolt

26 Outubro, 2011

Fazia tempo que eu n via o Jabor, ele pirou. Entre outras coisas, alou em “80 bi por ano em corrupção como disse a Veja”?de onde tirou isso?

Orlando Silva Júnior
OrlandoSilva_Jr Orlando Silva Júnior

 by Bragajd
Vivemos intenso processo de luta política. Luta de classes nua e crua…por isso tantos ataques. Cada dia mais orgulho de ser PCdoB!
Signo de merda
signodemerda Signo de merda

 by beatrizjorge
touro: para de fingir que está bem enquanto tá aí com essa maldita prisão de ventre
Pedro Markun
markun Pedro Markun
sabado vai rolar #thackday aqui na ccd. vamos trabalhar em um app pra gerar pedidos pra #leideacesso que acabou de ser aprovada no senado :)
Rônaldy Lemos
ronaldylemos Rônaldy Lemos

 by doclee
@doclee [sente só a loucura!]

afasia

21 Outubro, 2011
Beatriz Jorge
beatrizjorge Beatriz Jorge

paguemo em euro esse caralho tb
Dilma Rousseff
dilmabr Dilma Rousseff

 by vergueiro

Amigos,muito legal ser tão lembrada no twitter em 2010. Logo eu,que tive tão pouco tempo p/estar aqui c/vcs. Vamos conversar mais em 2011.
Monique Lemos
lemos_monique Monique Lemos

 by Bragajd

“Não me entrego sem lutar/ Tenho ainda coração/ Não aprendia a me render/ que caia o inimigo então” #PCdoBnaTV #SouPCdoBSouBrasil
Igor Bruno
_igorbruno Igor Bruno

 by Bragajd

Presidenta!!”@folha_poder: Dilma defende PC do B e diz não ter pressa sobre caso Orlando. folha.com.br/no993817
Mario Cesar Fonseca
MarioCesarMS Mario Cesar Fonseca

 by Bragajd

O “Piçol”, salvo raras exceções, sempre faz o jogo da direita… Investe agora contra Orlando e Manuela, do PCdoB.Oportunismo de “esquerda”.
Ismael
ismaelujs Ismael

 by Bragajd

RT @UJSBRASIL O programa do PCdoB vai ao ar hoje às 20h. Tuitaço #soupcdobsoubrasil vamos defender a história do nosso partido. Compartilhe!

conceitos políticos

10 Agosto, 2011

Vontade = um conceito de filosofia moral (ética, política) não estudado pela ciência política (isto não foi título dalguma tese?). O conceito de vontade é estudado por outras “ciências”, como psicologia e suas derivações.

Autoridade = um conceito de filosofia política inequívoca para a ciência política.

História = um pressuposto indispensável da análise política, dos textos publicados nas revistas editadas por instituições universitárias para comunicar a “comunidade epistêmica” sobre os textos da cientificidade em questão.

Estratégia = uma palavra cujo significado jamais se dissocia da origem militar helênica, contexto em que a palavra significava o que significa para uma sociedade em que os generais se justificam e se posicionam publicamente perante outros homens em meio a praças-mercados abertos nas cidades.