Por falar nisso, segue link para abaixo assinado para liberar youtube, orkut etc em campanhas eleitorais. Quem, como eu, acredita que as campanhas pela internet tratão benefícios para todos (partidos, governos e sobretudo cidadãos) , economizando recursos, gerando menos poluição sonora e visual e mais conteúdo programático na mensagem transmitida, assine aqui. Proposta do colega Schrubbe, de Blumenau.
Free internet on campaign
1 Julho, 2009 by Leandro DamasioLadies and Gentleman
1 Julho, 2009 by Leandro DamasioFindos seis anos de governo Lula, a oposição democrata e tucana aprendeu. Aprendeu a se movimentar no jogo complexo do Congresso, desse legislativo (institucionalmente) enfraquecido, que é o brasileiro. Verdade que já antes a oposição vencera. A maior das vitórias foi derrubar a CPMF, quando o brasileiro perdia dinheiro em qualquer transação bancária. Crise no sistema financeiro e o governo brasileiro age mal, não intervém como deveria. Coitada da oposição. As comissões de economia do Senado e da Câmara são patrulhadas por governistas. Sendo muito, mas muito fraca, a oposição, no Brasil, precisa usar bem estratégia. Foi o que aconteceu. Apoiou a eleição do Sarney, um velha-guarda impopular, que estava fraco, inclusive perigando não se reeleger. Um brother apoiado pelo presidente Lula. Que coisa estranha, não? Estratégia bem sucedida. Elegeram para trair. Empossado Sarney, denunciado Sarney, afastado Sarney? Senhoras e Senhores, se Lula quiser salvar o o companheiro Sarney, vai ter que liberar as investigações. Qualquer uma das CPI’s vai cheirar mal. Cada uma delas pode tomar um rumo imprevisível. Se a oposição conseguir realmente dominar uma CPI, pescoços vão cair. E nesse pingar de sangues a gente sabe quem lucra. Não é por menos, convenhamos.
Falta com leituras
1 Julho, 2009 by Leandro DamasioQuando olho pra trás, o faça de cabeça erguida. Mesmo olhando pra trás. Essa fotografia talvez lembre algum quadro de Napoleão, Carlos ou algum desses imperadores prepotente, digo, franceses. Não se trata de arrogância. Quando olho pra trás, vejo um caminho percorrido com passos retos. Dentro das oportunidades que me circundaram a vida, poucas lacunas se deixaram vazias. Tivesse de eleger um grande arrependimento, foi ter lido pouco. Gostaria de conhecer, não só de nome, mas conhecer a obra literária de muitos autores não lidos. França e Rússia me são terras distantes. E que falta me faz conhecer literatura inglesa! Da antiguidade grega e da Alemanha até que não posso reclamar. Cursar filosofia na UFSC é uma porrada na cara de quem desconhece Homero, Heródoto, Platão; Goethe, Nietzsche, Kafka, dentre outros gênios das letras helênicas e germânicas. Aborrece ter lido pouco até mesmo de literatura brasileira. Poderei um dia tirar o atraso? Às vezes penso que minha vinda a São Paulo encara pela frente um pouco dessa missão não cumprida. E nessa frustração literária, eis um artigo que me consola. Em recente lista, o crítico Daniel Piza considera os dez grandes livros estes:
Brás Cubas e Dom Casmurro, de Machado, Grande Sertão: Veredas, de Rosa, Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, O Ateneu, de Raul Pompéia, Os Sertões, de Euclides da Cunha, Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque, São Bernardo, de Graciliano Ramos, e os melhores poemas de Drummond e Cabral.
Afora os três últimos, sou leitor da lista. 7/10 é uma boa média. Melhor do que eu esperava, para quem – infelizmente, hoje digo – foi pouco cobrado em literatura na escola. Quando falo pouco leia-se quase nada. Somente quatro da lista me foi cobrado. O resto por acaso li durante a graduação. Se o universitário leitor não souber o quanto a graduação é um momento importante para esse off-reading, aproveite a dica. Não faça como eu, que só li o volume 1 de Em Busca do Tempo Perdido (Marcel Proust). A vontade é gigante de contemplar os outros volumes, mas ultimamente o consumo aqui é de scientific papers. Ando numa de “teoria dos jogos” e matemática aplicada, depois de velho. Eu que pensei que havia abandonado a lógica lá no meio do curso de filosofia. A sombra de Bertrand Russell me atormenta de modo desafiador.
2 em 1
29 Junho, 2009 by Leandro DamasioSemana concorrida no noticiário, e eu aqui quietinho. Antes que o mês termine, permita-me comentar um pouco sobre os acontecimento no mundo. A começar pelo Michael Jackson, tenho que confessar uma coisa. Não, eu não sou fã dele. É quase o contrário. Eu nem imaginava que ele representava TANTO para uma geração. Talvez a morte tenha mesmo essa característica de mensurar o valor de uma vida, como de alguma forma Hannah Arendt deixa a entender, quando fala sobre a imortalidade. O ato de heroísmo e coragem maior seria perder a vida em nome da imortalidade – algo como Aquiles, que deixou a vida tranqüila, o casamento e a felicidade em nome de uma guerra que lhe trouxesse a morte e a glória imortal.
Michael Jackson significava para mim uma pessoa que trocou de cor e que dançava. Nada além disso. Mas a repercussão de sua morte revela mais. Diz-se que ele vendeu mais discos do que os Beatles. E que a Madonna. Isto impressiona. Muito. Perdido em minha ignorância, eu nem sabia que aquela música (descobri o nome, é Thriller) era de Jackson. O cara representou legal uma geração. Mas não representou a geração dos que nasceram, por exemplo, em 86. Não mesmo. Um ou outro gostava ou tornava-se fã. Outlier. Um deles é meu amigo. Veja aqui.
Mudando de assunto, os escândalos no Senado permanecerão durante alguns meses na mídia. É bacana ter mídia em cima do Congresso, não é? Fiscalizando os representantes, noticiando as decisões políticas. Realmente. Porém – e sempre tem um porém, porque sem poréns a vida seria chata – o jornalismo político continua fraquinho. Já foi pior, é verdade. Mas nossos jornalistas ainda conhecem pouco sobre as instituições. Para dar um exemplo, vejam essa pesquisa. De todas as notícias sobre educação, apenas 3% tocam no assunto “orçamento”. Eu já vinha notando isso. A cobertura na área educacional é péssima. A maior parte das notícias que recebo do Globo e da Folha são releases enviados por instituições de governo ou universidades. Notícias como divulgação do vestibular. Só a ponta de iceberg.
Seria demais esperar dos jornalistas conhecimentos sobre o jogo federativo, as relações intergovernamentais, a coordenação da política educacional? Creio que não. Quer dizer que eu concordo com a recente desobrigação dos diplomados em jornalismo exercerem a função? Não necessariamente por isso, mas concordo. A formação do profissional é importante, mas não é critério único de avaliação. As declarações dos jornalistas em algumas redações só afirmam o que todos já imaginavam: caiu uma lei que não era cumprida. Mais ou menos na linha desse texto bem formadinho (escrito, aliás, por uma não-jornalista ainda).
Esse post ficou meio que por desencargo de consciência. Michael Jackson e Diploma de jornalistas em um só post, pra não dizer que não falei. Isto porque o Sarney se livrou desse. Não me entusiasmo em bater no Sarney, como o fazem os blogueiros mais populares. Acho que Sarney tomou a decisão errada há alguns meses, quando saiu candidato ao Senado. Ah, se nossos parlamentares soubassem usar o poder do Congresso…
Universitário de Luta
11 Junho, 2009 by Leandro DamasioEm meio aos conflitos, inclusive armados, no campus da Usp, tive oportunidade de conversar com alguns amigos “universitários de luta”. Eis um jargão popular entre os engajados da Usp. Serve para definir o estudante que, mesmo renegado dentro de um ou outro marxismo, ocupa seu tempo nas lutas pela… universidade ou pela … classe popular. Essas duas causes equilibram a balança da retórica de um universitário de luta.
Se estudante universitário tivesse por função lutar, deveria freqüentar outro tipo de academia. Mas no fundo as lutas representam sonhos de uma revolução de verão. Logo que as paixões se congelem, a revolução ficará para o próximo ano.
Universitários de luta são adolescentes brincando de revolução. Muitos deles não sabem que se trata de uma brincadeira, levam a sério, acreditam que estão lutando por algo melhor que o luxo da sua cidadania.
Pretensos cosmo-visionários, são eles limitados ao corporativismo universitário; pretensos porta-vozes das minorias, são eles irresponsáveis privilegiados; pretensos vanguardistas de um novo tempo, carregam eles a mesma cartilha do PCB de 1922 e suas atuais dezenas variações.
Analisar os discursos de um universitário de luta, qualquer que seja sua corrente no emaranhado que é conjunto de marxismos, revela uma contradição: ora defendem os oprimidos, ora defendem interesses corporativos da universidade (salários, moradias, subsídios).
Se vêem coerência nisso, não sei. Talvez pensem que os estudantes precisem de tais benefícios porque são os legítimos representantes do povo. Prepotência? Arrogância? Ao que parece eles realmente acreditam ter as soluções para os problemas sociais todos.
A despeito do que pensam, qualquer olhar externo considera completamente absurdo esse discurso de benefício para estudantes. Para o olhar dos cidadãos-não-engajados, um uspiano já é um privilegiado, nunca um pobre coitado. Mesmo sem apelo popular, esse discurso, removido o clamor e os exageros de sua retórica, por vezes apresenta solicitações justas sobre condições para ensino e pesquisa de qualidade.
O outro discurso, aquele em defesa dos oprimidos, reveste-se de uma retórica mais apropriada. E no entanto é mais frágil do ponto de vista analítico. O seu apelo emotivo é mais apropriado porque atinge símbolos cotidianamente batidos, como o sistema político, personagens marcadas pela crítica midiática etc. Por outro lado, são argumentos por demais vagos e sem fundamento, dirigindo-se a políticas e organizações externas à universidade, coisa que o universitário de luta raramente conhece bem.
Para melhorar as condições do povo brasileiro, precisamos é de serviços públicos orientados para resultados sociais. Essa brincadeira de revolução, mesmo levado a sério – e muito a sério – por alguns, é sem dúvida contraproducente. A crença de um militante chega a um nível semelhante ao fundamentalismo religioso. E não é de duvidar que em situações como essa esvaziem de sentido a tolerância e o respeito, valores básicos de uma democracia. O diálogo então se torna penoso senão impossível. Enquanto eu quero mudar, de fato, a realidade social brasileira, eles querem brincar de revolução, mesmo que o preço dessa brincadeira seja ferir os próprios princípios.
Se houve irregularidade no trâmite da votação do Conselho Universitário; se a PM agrediu injustamente estudantes; se as condições dos servidores são precárias, e se várias outras hipóteses narradas pelo estudante de luta condizem com a realidade, não sabemos. Tais informações são naturalmente desconhecidas para quem é de fora. Se existem falhas pontuais, e é provável que existam, então que “lutem” contra esses problemas. Não precisa da retórica marxista. Ganhariam mais credibilidade e mais apoio para aperfeiçoar a universidade, fosse esse o real intuito.
suicida
27 Maio, 2009 by Leandro Damasiosuspeitei desde o precipício;
certeza só tive ao chão:
a vida não tinha valor.
Para história do ENEAD
19 Maio, 2009 by Leandro DamasioOs ideais que hoje nos movem perseguem um trajeto de difícil, mas não impossível, compreensão. Pois a impossibilidade de conhecer o amanhã, em parte devido à complexidade de pensar e viver o hoje, não encontra os mesmos obstáculo quando dirige os olhares para o passado. Clique aqui.
FREE POSSANTE
19 Maio, 2009 by Leandro DamasioResta CCC?
18 Maio, 2009 by Leandro DamasioComo se quisessem desafiar um futuro inevitável, os dias caminham velozmente. Tempo, tempo, impiedoso tempo: o fundamento da nossa experiência, o determinante de nossa compreensão, a base sólida e supérflua do mundo. Já contava a mitologia grega que Chronos castrou seu próprio pai, tornando-se imperador. Até hoje ele governa nossas mortes, engolindo um a um seus pobres filhos. Aprendamos! Nossa batalha é contra o tempo.
Se no futebol quando criança
começava por vezes no banco o jogo,
levemente uma dúvida se me aproximava:
- Você merece?
Hoje nos estudos sorrio de canto
ante a felicidade da compreensão
É como Nietzsche que tristemente
previa sua releitura em breves épocas.
Quem sabe até mesmo estas linhas…
conquanto tortas, escritas por Zeus,
que contra Chronos me ponho a viver.
A cada insight uma justa comemoração.
E a cada dia sobre o qual s’acumula a produção
imediata vem a certeza que essa vitória é minha.
Assim não fosse, ignoraria
os díspares desejos que duelam justo aqui.
Por que não sei
a cada vez menos sentido para o blog eu vejo.
Mas agora descobri:
o culpado é deus Chronos.
(Jordan Secaff)
CCC = Coragem Contra Chronos.
Quem planta, colhe
15 Maio, 2009 by Leandro DamasioDe tanto insistir nos bastidores do governo do estado, é com muita alegria que li a notícia abaixo:
O governador Luiz Henrique anunciou agora no WTTC que o presidente francês, Nicolas Sarkozy , poderá vir a Santa Catarina no dia 1 de agosto para instalar a primeira e única filial da Escola Nacional de Administração Pública fora da França. (Blog do Moacir Pereira)
